A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), a Operação Furvus para desarticular uma associação criminosa especializada em furtos qualificados a terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal. As ações investigadas ocorreram entre 25 de novembro e 3 de dezembro de 2023, em cidades da Bahia e do Paraná, e causaram um prejuízo estimado em R$ 24,7 mil.
Segundo a PF, o grupo tem base em São Paulo e se deslocava para diferentes regiões do país para cometer os crimes, utilizando um modus operandi considerado sofisticado. As investigações apontam que os suspeitos são criminosos reincidentes, com histórico de furtos semelhantes em diversos estados e prisões anteriores pelos mesmos delitos. Para os investigadores, essa habitualidade indica que o prejuízo acumulado ao longo dos anos é muito superior ao valor identificado nesta operação.
Ao todo, foram identificadas sete ocorrências, sendo quatro furtos consumados e três tentativas, em agências localizadas em Curitiba (PR) e nos municípios baianos de Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Poções. Conforme a apuração, os criminosos simulavam depósitos para provocar a abertura do módulo dos caixas eletrônicos e, em seguida, utilizavam um dispositivo conhecido como “jacaré” para retirar envelopes com dinheiro e cheques.
Por determinação da Justiça Federal em Vitória da Conquista, foram expedidos mandados de prisão preventiva contra quatro investigados, além da imposição de medidas cautelares a outro integrante do grupo. Também foram autorizadas buscas pessoais e domiciliares, bem como o sequestro e bloqueio de bens e valores até o limite do prejuízo apurado.
Todas as diligências estão sendo cumpridas em São Paulo, com apoio da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado, que mobilizou equipes especializadas para dar cumprimento às ordens judiciais.
Os investigados devem responder pelos crimes de associação criminosa, cuja pena máxima é de três anos de reclusão, e furto qualificado, que pode resultar em até oito anos de prisão. Somadas, as penas podem ultrapassar dez anos, além de outras sanções previstas em lei.
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