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“A Bahia tá toda lá”, dispara Flávio Matos sobre folha “milionária” de Caetano

Ex-candidato a prefeito afirma que gastos com pessoal ultrapassaram R$ 40 milhões nos dois primeiros meses da gestão e cobra falta de remédios, cestas básicas e resultados sociais

13/01/2026 11h33 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Anderson Almeida Fonte: Mais Região
Keila Abreu / Mais Região
Keila Abreu / Mais Região

O pré-candidato a deputado federal Flávio Matos (PL) fez duras críticas à gestão do prefeito Luiz Carlos Caetano (PT) ao afirmar que, nos dois primeiros meses de governo, a administração municipal ultrapassou R$ 40 milhões em gastos com a folha de pagamento. Para ele, o dado expõe prioridades equivocadas e a manutenção de práticas da chamada “velha política”.

Segundo Flávio Matos, a folha estaria inchada com pessoas de fora do município. “A Bahia está toda lá. Tem esposa de vereador de Lauro de Freitas, de Ituberá. Não vou ser leviano sobre quem trabalha ou não, mas isso está tirando espaço do povo de Camaçari, justamente de quem tanto falava em combater forasteiros”, disparou.

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal também associou os gastos ao cenário eleitoral. Para ele, a máquina pública estaria sendo usada para atender interesses políticos. “O projeto da deputada federal, sua esposa, parece ser mais importante do que a gestão da cidade. O recurso que deveria garantir cesta básica está indo embora para sustentar projeto político”, afirmou, classificando a situação como “o grande erro da velha política”.

Flávio Matos ainda denunciou falhas graves na área social e na saúde pública. “Está faltando remédio. Uma camaçariense me contou que precisou comprar insulina para a mãe, porque não tem no posto. Insulina é um medicamento contínuo, caro, e muita gente não tem condição de comprar”, declarou.

O pré-candidato também questionou o discurso de renovação apresentado por Caetano durante a campanha eleitoral. “Falou em ‘virar a chave’, mas cadê essa chave? Cadê os resultados, a geração de emprego, os números do social?”, provocou, citando a realidade dos bairros periféricos.

Por fim, Flávio Matos afirmou que os impactos da gestão já são sentidos pela população. “O povo está conseguindo pegar cesta no CRAS? Remédio no posto? E as cirurgias eletivas, que antes aconteciam e hoje nem se fala mais?”, questionou, acusando o governo municipal de pensar sempre na próxima eleição, em vez de entregar resultados concretos à população.

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