A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), deu início a um amplo diagnóstico da área costeira do município. Nesta sexta-feira (30), técnicos da secretaria, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizaram uma ação de reconhecimento e mapeamento nas praias de Ipitanga, Vilas do Atlântico e Buraquinho.
A iniciativa marca o início de um projeto integrado de gestão ambiental costeira, que visa criar um banco de dados robusto para orientar futuras políticas públicas. A equipe multidisciplinar, composta por biólogos, geólogos, oceanógrafos e educadores ambientais, coletou informações sobre erosão, dinâmica marinha e os múltiplos usos do território, que vai do lazer e esporte até a pesca, fonte de sustento para muitas famílias.
Para a geógrafa da SEMMA, Márcia Dantas, a parceria com a universidade é um divisor de águas. “Contar com a expertise científica da UFBA é fundamental. Estamos construindo a base de conhecimento necessário para qualquer ação de proteção efetiva. Os dados coletados vão alimentar um sistema de informações, permitindo um planejamento costeiro baseado em evidências. Este é o primeiro passo concreto para fomentar uma verdadeira cultura oceânica na cidade, onde o uso recreativo e econômico ande lado a lado com a conservação”, explicou.
O professor titular do Instituto de Biologia da UFBA, Miguel Accioly, destacou a reciprocidade da cooperação. “Para nós, é uma oportunidade de oferecer um laboratório vivo de enorme riqueza natural para nossos alunos aplicarem o conhecimento na prática, enquanto geramos informações valiosas para a gestão municipal. É a ciência saindo da universidade e ajudando a construir soluções sustentáveis para o território. Esses dados serão cruciais para entender a vulnerabilidade da costa e propor medidas de adaptação”, afirmou o professor. Além deles, participaram da ação o geólogo da SEMMA, Luiz Maia, e a educadora ambiental e bióloga, Maíra Azevedo, especialista em cultura oceânica.
A iniciativa foi bem recebida por quem vive e trabalha na orla. Antônio Alberto Costa, popularmente conhecido como Índio, de 65 anos, vendedor na praia de Ipitanga há décadas, aprovou a ação. “É muito bom ver a cidade se organizando com estudo e gente capacitada. Conhecer a fundo a nossa biologia, a nossa história, é o primeiro passo para agregar valor real a esse lugar. Precisamos conscientizar, cuidar da cidade e valorizar a vida e o espaço para quem depende dele, como eu”, refletiu.
A ação simboliza um novo capítulo no planejamento da orla do município, alinhando conhecimento técnico-científico e gestão pública local na busca por um desenvolvimento costeiro mais equilibrado e resiliente.
Mobilidade Micareta de Portão terá bloqueios e mudanças no trânsito durante o fim de semana
Cultura Micareta de Portão reúne atrações baianas e blocos culturais neste fim de semana, em Lauro de Freitas
Meio Ambiente Lauro de Freitas estuda criação de observatório de baleias na orla
Operação Mobile 360° Homem é preso por receptação durante fiscalização de lojas de celulares em Lauro de Freitas
Lauro de Freitas Festival Tempero Bahia terá oito aulas gratuitas no Parque Shopping
Vilas do Atlântico Mutirão reúne voluntários para limpeza da Praia do Surf neste sábado (19)