O presidente do Sindicato dos Rodoviários Metropolitano (Sindmetro), Mário Cleber, anunciou que os rodoviários da Região Metropolitana de Salvador (RMS) entrarão em greve a partir desta quarta-feira (11), a partir das 0h01. A informação foi divulgada durante entrevista à Rádio Líder FM (96,5), na manhã desta segunda-feira (9).
A decisão foi tomada após assembleia realizada na última quarta-feira (4), em dois turnos, na sede do sindicato, em Lauro de Freitas, quando a categoria rejeitou a proposta patronal de reajuste de 4,26% nos salários, no ticket alimentação e na cesta básica. Para cumprir a legislação, o sindicato publicou edital de aviso de greve no jornal A Tarde, na edição da última quinta-feira (5).
A paralisação deve afetar as empresas Expresso Vitória, Atlântico Transportes, Avanço Transportes, toda a frota de ônibus elétricos e a empresa ATP, com impacto em municípios como Lauro de Freitas, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Simões Filho, Camaçari, São Sebastião do Passé, Linha Verde e Mata de São João. Nesta terça-feira (10), a categoria realizará uma assembleia permanente de organização, a partir das 15h, na sede do Sindmetro.
Ao confirmar a paralisação e convocar os trabalhadores para a assembleia, Mário Cleber destacou que a greve deve atingir toda a Região Metropolitana. “Quarta-feira [11/02/2026], greve do Sindicato do Rodoviário, atingindo toda a Região Metropolitana [...] E amanhã [10/02/2026], às 15 horas, fiquem ligados nas redes sociais do Sindicato, nós teremos uma Assembleia permanente de preparação de greve. Havendo proposta tanto da justiça como também dos empresários, anunciaremos somente lá”, afirmou.
O sindicalista também comentou sobre possíveis impactos no transporte durante o Carnaval, caso não haja acordo com empresas e autoridades. “Nesse Carnaval, se não houver greve, nenhuma linha da Região Metropolitana passará as estações. O metrô funcionará 24 horas [...] Ou seja, todo mundo que se deslocar para o Carnaval vai ter que ir de ônibus, de metrô. Porque nós não vamos até Avenida não”, explicou.
Por fim, Mário Cleber criticou a situação do sistema de transporte metropolitano e a falta de subsídios públicos. “Olha, o sistema, ele está deteriorado, pronto. As empresas não estão mais aguentando, não existe nenhum subsídio [...] Essas tarifas estão congeladas há três anos”, disse.
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