O possível encerramento da agência 7689 do Banco Itaú Unibanco, situada na Avenida 28 de Setembro (antiga Radial A), colocou Camaçari em estado de alerta. Diante da sinalização de fechamento, a Prefeitura convocou, nesta terça-feira, 10, uma reunião no gabinete do prefeito Luiz Caetano para discutir caminhos e alternativas.
Participaram do encontro representantes da instituição financeira, dirigentes sindicais e membros de movimentos organizados de trabalhadores. A proposta foi estabelecer diálogo e analisar os reflexos sociais e econômicos da decisão comunicada pelo banco.
Preocupação com trabalhadores e comércio
Na abertura da reunião, o prefeito Luiz Caetano ressaltou que a medida precisa ser analisada com responsabilidade, considerando os impactos diretos sobre a cidade.
“Camaçari é uma cidade em constante crescimento, com forte dinamismo econômico, e decisões dessa natureza precisam considerar o impacto sobre os trabalhadores, o comércio e, sobretudo, sobre a população que depende do atendimento presencial”, afirmou.
O Itaú informou que o possível fechamento integra um processo de reestruturação, alinhado ao avanço das tecnologias e à ampliação dos serviços digitais.
Mais de 10 mil clientes e grandes empresas
A presidente do Sindicato dos Bancários de Camaçari, Thaise Mascarenhas, explicou que a mobilização tem como foco a preservação dos postos de trabalho e a continuidade do atendimento à comunidade.
Segundo ela, a agência 7689 é responsável por atender mais de 10 mil clientes diretos, além de empresas de grande porte instaladas no município, como a Build Your Dreams (BYD) e a Deten Química, exercendo papel estratégico na economia local.
“Estamos falando também de aposentados, beneficiários de programas sociais e cidadãos que ainda dependem do atendimento presencial. Saímos da reunião com a abertura de um diálogo positivo entre sindicato, banco e poder público para buscar a manutenção da unidade”, declarou.
Cidade já perdeu oito agências
O diretor jurídico do sindicato, Ronaldo Nascimento, destacou que o cenário preocupa ainda mais diante do histórico recente. De acordo com ele, Camaçari registrou o fechamento de oito agências bancárias nos últimos oito anos, tanto na sede quanto na orla.
“O fechamento impacta o comércio, os ambulantes e principalmente os aposentados, que precisam de atendimento mais humanizado. Além disso, Camaçari passou a absorver a demanda de Dias d’Ávila, que hoje não conta com nenhuma agência do Itaú”, pontuou.
Prefeitura se posiciona contra nova perda
O secretário de Relações Institucionais, Ademar Lopes, reforçou que a administração municipal se posiciona contrária ao encerramento de mais uma unidade bancária. Ele lembrou que o crescimento populacional e a chegada de novos empreendimentos ampliam a necessidade de serviços presenciais.
“Camaçari tem o maior crescimento demográfico da Bahia e perspectiva de expansão significativa. Não é razoável permitir a saída de uma agência que atende diretamente esse volume crescente de pessoas e empresas. A gestão se coloca solidária a essa luta”, afirmou.
Também estiveram presentes na reunião a secretária da Mulher, Branca Patrícia; o chefe de Gabinete, Carlos Santos; e Carla Seixas, integrante do Conselho Fiscal e funcionária do Banco Itaú.
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