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Julgamento do caso Sara Mariano é adiado para 24 de março após decisão judicial

Ex-marido da cantora gospel e outros dois réus respondem por feminicídio e seguem presos preventivamente

23/02/2026 20h33
Por: Redação Fonte: Correio24horas
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O júri popular dos três acusados pelo homicídio da cantora gospel Sara Mariano foi adiado e remarcado para 24 de março, por determinação judicial. O julgamento estava previsto para o dia 3 do mesmo mês. A informação foi confirmada pela defesa da família da vítima. O caso será apreciado em Dias d’Ávila.

Em novembro do ano passado, a sessão foi suspensa após a defesa dos réus abandonar o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d’Ávila, sob alegação de falta de segurança no local. À época, foi informado que o julgamento ocorreria em 24 de fevereiro. A defesa dos acusados afirmou que solicitaria o desaforamento do processo para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) negou irregularidades na organização do julgamento anterior e informou que a sessão estava regularmente designada, com estrutura organizada e dentro das condições legais. Segundo o advogado Rogério Matos, que representa a família de Sara Mariano, o adiamento foi decisão da Justiça.

Respondem pelo crime o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante, além de Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves. Eles são acusados de feminicídio executado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e associação criminosa. Os três estão presos preventivamente e apresentaram recursos após as denúncias. Conforme as investigações, eles admitiram ter dividido R$ 2 mil pagos para executar o crime.

Sara Mariano foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. A cantora foi encontrada no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, na altura de Dias d’Ávila, após quatro dias desaparecida. De acordo com a apuração, Ederlan Mariano teria encomendado a morte da companheira. Weslen Pablo teria desferido os golpes enquanto a vítima era contida por Victor Gabriel.

Além dos três réus, Gideão Duarte de Lima foi condenado individualmente em abril do ano passado a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Ele foi apontado como responsável por atrair a cantora ao local onde foi morta. O julgamento durou cerca de 12 horas.

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