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Política em Foco Brasil

Gilmar Mendes suspende “supersalários” e dá 60 dias para cortes

Magistrado dá prazo para que tribunais e conselhos interrompam pagamentos baseados apenas em leis estaduais

24/02/2026 14h52 Atualizada há 4 meses atrás
Por: Keila Abreu Fonte: A tarde
Gustavo Moreno/STF
Gustavo Moreno/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 24, a suspensão imediata de verbas indenizatórias — os chamados "penduricalhos"  pagas a integrantes do Judiciário e do Ministério Público em todo o país.

A decisão estabelece um prazo de até 60 dias para que tribunais e conselhos interrompam pagamentos baseados apenas em leis estaduais, decisões administrativas ou normas internas que não possuam respaldo em lei federal aprovada pelo Congresso Nacional.

Perplexidade

A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) feito originalmente em 2020 e foca no combate aos "supersalários" que furam o teto constitucional. Gilmar Mendes criticou duramente a atual estrutura de pagamentos, classificando-a como um cenário de caos administrativo.

“Não posso deixar de manifestar perplexidade quanto à desordem que vivenciamos no que diz respeito à remuneração dos agentes públicos de modo geral e, em particular, dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público”, afirmou o magistrado, na decisão.

Pretexto

O ministro ressaltou que muitas dessas verbas são criadas sob o pretexto de serem indenizatórias para contornar os limites impostos pela Constituição Federal.

Segundo Gilmar, essa prática revela uma tentativa de capturar apenas as vantagens do sistema público sem respeitar os deveres e limites inerentes aos cargos ocupados.

União a Flávio Dino

 
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