O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, morreu durante uma operação militar de grande escala realizada conjuntamente por forças americanas e israelenses.
A informação foi divulgada pelo próprio Trump em suas redes sociais. Segundo ele, a ofensiva contou com apoio de sistemas avançados de inteligência e rastreamento, que teriam localizado o complexo onde o líder iraniano estava. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também citou a destruição do local onde Khamenei estaria, reforçando a versão apresentada pelo ex-presidente norte-americano.
Apesar das declarações, o governo do Irã ainda não confirmou oficialmente a morte do líder religioso e político do país.
No mesmo dia, uma série de ataques atingiu centros estratégicos iranianos. Explosões foram registradas em Teerã, capital do país, além de cidades consideradas importantes para o regime, como Isfahan e Qom. Mísseis teriam atingido instalações utilizadas por Khamenei e áreas próximas ao palácio presidencial.
De acordo com o balanço inicial divulgado pela rede humanitária Crescente Vermelho, os ataques deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos em território iraniano. Entre as baixas apontadas por fontes militares estariam o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour.
Em resposta aos bombardeios, o Irã teria lançado drones e mísseis contra Israel e também contra bases americanas no Oriente Médio, provocando alerta em países vizinhos como Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
Como consequência direta da escalada do conflito, o Estreito de Ormuz — uma das rotas mais importantes do transporte mundial de petróleo — foi fechado por razões de segurança.
Ali Khamenei nasceu em 1939 na cidade de Mashhad e teve uma trajetória política ligada à Revolução Islâmica do Irã. Ele foi eleito presidente do país em 1981 e se tornou um dos principais aliados do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica.
Após a morte de Khomeini, em 1989, Khamenei assumiu o cargo de líder supremo, posição máxima de poder político e religioso no Irã, tornando-se uma das figuras mais influentes do Oriente Médio nas últimas décadas.
Durante seu governo, o regime iraniano enfrentou diversos protestos internos e manteve postura de forte oposição aos Estados Unidos e a Israel, além de apoiar grupos armados aliados na região.
Caso a morte seja confirmada oficialmente, o Irã deverá entrar em um período de transição política. Pela Constituição iraniana, o vice-presidente Mohammad Mokhber assume temporariamente as responsabilidades administrativas, enquanto um conselho especial terá até 50 dias para organizar novas eleições e conduzir o processo de escolha de um novo líder religioso.
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