Quarta, 01 de Julho de 2026 22:32
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,21 +0,00%
Euro R$ 5,93 ++0,01%
Bitcoin R$ 329.622,19 -1,01%
Bovespa 171.688,61 pontos -0.2%
Política em Foco Decisão

Dino anula quebras de sigilos de Lulinha aprovadas por CPI

Decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal aponta irregularidade na votação conjunta de 87 requerimentos pela comissão

05/03/2026 23h16
Por: Luana Velloso Fonte: Com G1 e Metropoles
Gustavo Moreno/STF
Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu nesta quinta-feira (5) suspender as quebras de sigilo aprovadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS). A medida alcança, entre outros investigados, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão amplia entendimento adotado pelo ministro na quarta-feira (4), quando ele havia suspendido a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Nesta quinta-feira (5), Dino estendeu a medida a todos os requerimentos aprovados na mesma votação realizada pela comissão no dia 26 de fevereiro.

Segundo o ministro, a CPMI aprovou 87 pedidos de quebra de sigilo de forma conjunta, prática conhecida como votação “em globo”. Para o magistrado, esse procedimento violou o devido processo constitucional, já que medidas consideradas invasivas precisam de fundamentação individualizada.

Na decisão, Dino afirmou que a votação conjunta impede a validação seletiva das medidas aprovadas pela comissão. O ministro registrou que “com efeito, como equivocadamente houve a votação ‘em globo’ em um único momento na Sessão do dia 26 de fevereiro de 2026, é impossível que o referido ato seja nulo para alguns e válido para outros”, acrescentando que a situação poderia gerar insegurança jurídica e questionamentos administrativos e judiciais.

O ministro também indicou que a comissão parlamentar poderá realizar nova votação dos requerimentos, caso considere necessário, desde que cada pedido seja analisado individualmente.

A votação que aprovou as quebras de sigilo ocorreu em 26 de fevereiro e foi marcada por tumulto entre parlamentares. O procedimento foi feito por contraste visual, método em que não há contagem formal de votos, o que gerou protestos de integrantes da base governista.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.