A Polícia Militar da Bahia (PMBA) se manifestou publicamente, através das redes sociais, para rebater informações divulgadas pelo site Informe Baiano sobre a morte do 1º sargento da reserva remunerada Romão Roberto dos Santos, ocorrida na Região Metropolitana de Salvador. Na publicação, a corporação classificou a reportagem como “fake news” e afirmou que os dados divulgados seriam imprecisos e irresponsáveis.
Segundo a PMBA, não procede a informação de que houve demora ou omissão no atendimento envolvendo uma suposta transferência aérea. A corporação destacou que operações com aeronaves seguem critérios técnicos rigorosos e que, no caso em questão, não havia condições seguras para voo noturno devido a limitações de visibilidade e ausência de estrutura adequada.
Ainda de acordo com a nota, a definição do meio de transporte é de responsabilidade da equipe médica, que avalia o estado clínico do paciente. A PM ressaltou que o quadro de saúde do sargento era extremamente grave, o que impunha limitações para qualquer tipo de deslocamento. A instituição reforçou que todas as decisões foram tomadas com base na legalidade, na técnica e na preservação da vida.
A publicação da PMBA, no entanto, gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas criticaram o tom adotado pela corporação, acusando a instituição de tentar desqualificar o trabalho da imprensa e de politizar o episódio. Alguns comentários apontaram que a própria nota confirmaria pontos da reportagem, mesmo diante da classificação como “fake news”.
Em meio às reações, usuários também marcaram o comandante-geral da corporação, coronel Magalhães, cobrando posicionamento e questionando a postura institucional. Outros comentários reforçaram críticas sobre possível tentativa de descredibilizar veículos de comunicação e levantaram preocupações quanto à relação entre órgãos públicos e a liberdade de imprensa.
Em resposta indireta, o Informe Baiano também se posicionou, afirmando que a reportagem foi construída com base em relatos de fontes que acompanharam o caso em tempo real. O site defendeu o trabalho jornalístico e ressaltou a importância da transparência na apuração dos fatos.
O episódio reacende o debate sobre o papel das instituições públicas na relação com a imprensa e a responsabilidade na divulgação de informações, especialmente em situações que envolvem segurança pública e interesse coletivo.
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