Morreu nesta segunda-feira (30) o produtor de elenco e influenciador digital Aelton Santys, de 32 anos. Ele atuava na agência DS Models, como produtor de elenco e figuração, tendo participado de grandes produções nacionais com gravações em Salvador. O corpo de Aelton foi velado e sepultado no Cemitério Municipal de Brotas, na tarde desta terça-feira (31). A causa da morte não foi divulgada.
Nas redes sociais, Aelton Santys publicava vídeos de humor, registros do cotidiano e momentos de lazer ao lado da família e amigos. Ele deixa esposa e um filho. Torcedor do Esporte Clube Bahia, também compartilhava conteúdos relacionados ao clube, incluindo idas a partidas.
Além da atuação como influenciador, Aelton tinha trajetória no audiovisual. Ele trabalhou como produtor de elenco e figuração, com atuação na agência DS Models, participando de campanhas publicitárias e produções nacionais. Entre os trabalhos, estão a série Santo, da Netflix, e os filmes Os Farofeiros 2, Ó Paí, Ó 2, Meu Sangue Ferve por Você, além de outras produções como “Não Tem Volta”, “Carnaval”, “Irmã Dulce”, “Destino: Salvador” e “Irmãos Freitas”.
Em entrevista ao podcast PODE.com, em janeiro de 2023, Aelton destacou a importância da representatividade em seu trabalho. “Eu vejo o quanto isso é importante. As crianças da minha rua, quando me veem na televisão ou fazendo alguma propaganda, dizem: ‘Tio, eu quero ser igual a você, eu quero aparecer na televisão. Como é que faz para ser modelo?’. É importante ter uma referência ali do bairro, que saiu dali”.
Por meio de nota publicada nas redes sociais, o Esporte Clube Bahia lamentou a morte do influenciador e informou que ele era sócio do clube. “Sócio Esquadrão, ele deixa esposa e filho. Nossa solidariedade a familiares e amigos neste momento de tanta dor”.
Aelton também era Babá Egbé do terreiro Ilê Axé Tumbi Odé Oji, que manifestou pesar pela morte. “A dor da perda é profunda, mas ele permanecerá para sempre vivo em nossos corações e em nossas memórias”. O terreiro Ilê Axé Alaketu Obatayó também se pronunciou. “No Candomblé, compreendemos que a morte não é o fim, mas uma transformação. É retorno ao Orun, é reencontro com os ancestrais, é continuidade da existência em outro plano. Que sua caminhada siga em luz, guiada pelos Orixás, e que sua memória permaneça viva entre nós”.
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