O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) voltou ao centro de uma nova crise após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º), que apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas no município de Serrinha.
A investigação envolve irregularidades em contratos de locação de veículos, com indícios de fraude à licitação, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, incluindo seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia e sua residência no condomínio de alto padrão Le Parc, em Salvador.
Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e valores em espécie. Todo o material será periciado para aprofundar as investigações e identificar possíveis ramificações do esquema.
De acordo com a PF, há suspeitas de que o deputado seria proprietário da empresa envolvida no contrato investigado. Após a suposta fraude licitatória, recursos oriundos de superfaturamento e serviços não executados teriam sido distribuídos por meio de transferências e pagamentos em dinheiro a servidores e gestores públicos.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Histórico que agrava o caso
O episódio ganha ainda mais repercussão por não ser a primeira vez que o parlamentar entra na mira das autoridades. Em outubro de 2024, Marcinho Oliveira já havia sido alvo da operação “Santa Rota”, que investigava desvios de recursos públicos na área da educação no município de Santaluz.
Na ocasião, a PF apontou fortes indícios de fraude em licitação para transporte escolar, além de superfaturamento e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Ascensão política sob questionamento
Natural de Santaluz, Marcinho teve crescimento político acelerado. Em 2022, foi eleito deputado estadual com mais de 104 mil votos, figurando entre os mais votados da Bahia. Após passagem pelo União Brasil, migrou para o PRD, onde assumiu a presidência estadual.
Mesmo com o histórico de investigações, o parlamentar chegou a ocupar funções de destaque na base governista, incluindo a vice-liderança neste ano e participação em comissões estratégicas da Assembleia.
Agora, a nova operação reacende o debate sobre critérios políticos, responsabilização e permanência de figuras sob investigação em posições de influência dentro do Legislativo baiano.
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