Uma organização criminosa com atuação interestadual, especializada em furtos a joalherias, estelionatos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, foi alvo da Operação Diamante de Sangue, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira (1º), com cumprimento de 83 mandados judiciais, prisão de 10 investigados em seis estados, bloqueio de cerca de R$ 13 milhões em 55 contas bancárias e apreensão de bens, incluindo aeronave, veículos de luxo e dinheiro em espécie, após investigação que apontou prejuízos milionários, como um furto em Salvador no início de 2025 com dano superior a R$ 1 milhão.
As prisões ocorreram nos municípios de Aracaju, Goiânia, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. De acordo com as investigações do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o grupo operou o esquema por cerca de um ano, com estrutura organizada, divisão de funções e planejamento estratégico para execução dos delitos.
Nos furtos a joalherias, os integrantes realizavam levantamentos prévios dos estabelecimentos e utilizavam acesso pelo teto dos imóveis, com uso de equipamentos destinados à neutralização de sistemas de alarme. A atuação também incluía estelionatos por meio do chamado “golpe do aniversário”, com registros nos estados do Ceará e da Paraíba, em que vítimas, em sua maioria idosas, eram abordadas sob o pretexto de entrega de presentes, tendo dados bancários capturados por dispositivos eletrônicos para realização de transações fraudulentas.
As apurações identificaram ainda movimentações financeiras expressivas entre os investigados, com uso de contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento, além da aquisição de itens de luxo como forma de ocultar a origem ilícita dos recursos. Foram apreendidos veículos como Toyota SW4, Volkswagen Amarok e uma moto aquática avaliada em R$ 200 mil, localizada em Aracaju, além de R$ 9 mil em espécie.
Entre os bens sequestrados está uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 800 mil, localizada em pista clandestina, e outra encontrada no estado de Roraima, utilizadas como apoio logístico para transporte de entorpecentes e deslocamento do grupo pelo país, incluindo atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas.
A organização também é investigada por uso de dados pessoais de terceiros para fraudes bancárias, além de envolvimento com furto qualificado, estelionato e falsificação de moeda.
A Operação Diamante de Sangue é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador (DRFR), com suporte do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/PCBA) e do Núcleo de Inteligência do DEIC. A ação conta com apoio das Polícias Civis dos estados de Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima, além da Polícia Rodoviária Federal.
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