A cerimônia de inauguração do Colégio Estadual de Tempo Integral de Mata de São João e assinatura de ordem de serviço para obra do trecho da estrada que liga sede ao litoral matense também foi marcada por protesto de uma mãe atípica, que cobrou do Governo do Estado uma resposta diante da falta de cuidadores ou profissionais para alunos com necessidades especiais.
O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do prefeito Bira (União Brasil) e diversas figuras políticas, mas o clima de celebração acabou dividido com a cobrança feita pela mãe de um aluno com necessidades especiais, que exigiu providências imediatas para garantir o acesso dos estudantes atípicos às aulas.
Em entrevista ao portal Mais Região, Rizia, mãe de um aluno atípico, informou que desde dezembro de 2025 a unidade escolar já teria recebido uma lista com a quantidade de alunos com necessidades especiais previstos para o ano letivo de 2026, mas que até agora os estudantes seguem sem acompanhamento adequado.
A mãe afirmou que o problema tem mantido alunos afastados da escola e classificou a situação como uma violação do direito à educação. “Desde dezembro de 2025, a escola recebeu a lista com a quantidade de alunos com necessidades especiais que eles iriam receber em 2026. Hoje, 8 de abril, 12 alunos permanecem fora da sala de aula, fora da escola, por não terem cuidadores ou profissionais de apoio para acompanhá-los dentro da escola, ferindo a lei de inclusão, a lei brasileira de inclusão e, principalmente, violando o direito desses adolescentes à educação”, afirmou Rizia.
Ainda segundo ela, a manifestação foi realizada de forma pacífica, mas com o objetivo de cobrar providências imediatas. “Vim cobrar o direito, sou mãe de um aluno matriculado nessa escola, que segue fora das aulas, vim aqui de forma pacífica cobrar pelo direito do meu filho e de mais 11 alunos que estão fora da escola”.
Questionada sobre uma reunião da qual teria participado, Rizia declarou que recebeu a promessa de que a partir desta quinta-feira (09) o filho passaria a contar com um cuidador. “Saí de lá com a promessa de amanhã ter um cuidador para o meu filho, estarei aqui com certeza aguardando, mas deixando muito claro que a inclusão é construída ainda, estamos em passos curtos e eu sei que talvez o meu filho não usufrua do melhor que essa lei proporciona, mas os que virão com certeza vão usufruir dela”.
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