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Secretária de Saúde explica falta de medicamentos e diz que situação deve ser regularizada ainda esta semana

Tatiane Rebouças atribui desabastecimento a entraves em licitações, alta de preços e falta de matéria-prima no mercado

13/04/2026 11h10 Atualizada há 3 meses atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Mais Região
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Durante participação no programa É do Povo, na manhã desta segunda-feira (13), a secretária municipal de Saúde, Tatiane Rebouças, esclareceu os problemas enfrentados pelo município diante da falta de algumas medicações na rede pública. A situação tem gerado críticas nas redes sociais e cobranças em programas de rádio.

Segundo a gestora, o desabastecimento não está relacionado à falta de recursos, mas sim a dificuldades nos processos licitatórios, agravadas pelo aumento significativo nos preços dos medicamentos. “Alguns itens têm dado fracassados nas licitações recentes”, explicou.

Para acelerar a reposição, a Prefeitura decretou estado de emergência, permitindo a compra mais rápida de medicamentos por meio de dispensa de licitação. De acordo com a secretária, essa medida tem sido utilizada para suprir os itens que tiveram processos licitatórios fracassados.

No entanto, ela destacou que há uma situação específica envolvendo um fornecedor que solicitou distrato de contratos de medicamentos, caso que ainda está sendo tratado pela gestão municipal.

Além disso, outro fator que tem impactado o abastecimento é a falta de matéria-prima no mercado, especialmente para medicamentos controlados, como o ácido valpróico, utilizado por pacientes da rede de saúde mental.

A secretária afirmou que já há novos processos em andamento e que a expectativa é regularizar parte do abastecimento ainda nesta semana. Ela também informou que a gestão deve divulgar uma nota técnica com detalhes sobre os medicamentos afetados pela escassez de insumos.

Tatiane Rebouças ressaltou ainda que medicamentos essenciais para hipertensos e diabéticos já foram normalizados após as primeiras medidas emergenciais. Segundo ela, o município segue trabalhando para evitar desabastecimento prolongado e garantir o atendimento à população.

Por fim, a secretária destacou que o problema não é exclusivo de Mata de São João e também tem sido relatado por outros municípios, possivelmente ligado a reflexos da pandemia e da cadeia de produção global.

Ela acrescentou que, até o final da semana, deve apresentar um novo posicionamento com a atualização do que já foi regularizado e os prazos para normalização dos demais medicamentos.

Confira a participação na íntegra 

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