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Política em Foco Polêmica no STF

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria um dia após promulgação pelo Senado

Decisão do ministro do STF trava imediatamente os efeitos da nova legislação aprovada pelo Congresso e reacende embate jurídico e político em Brasília.

09/05/2026 15h48
Por: Redação Fonte: Mais Região
Reprodução/ Cristiano Mariz/O Globo
Reprodução/ Cristiano Mariz/O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria apenas um dia após a promulgação da norma pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. As informações são do portal da Metropoles

A decisão foi publicada neste sábado (9) e ocorreu após um pedido da defesa de Nara Faustino de Menezes, condenada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro, que buscava revisão da pena com base nas novas regras previstas na legislação.

Na decisão, Moraes argumentou que o pedido não poderia ser analisado antes do julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade protocoladas no STF questionando a validade da nova lei. Segundo o magistrado, a existência das ações representa um “fato processual novo e relevante”, capaz de impactar diretamente os processos em andamento.

“A pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade configura fato processual novo e relevante, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica”, destacou o ministro.

A Lei da Dosimetria entrou oficialmente em vigor na sexta-feira (8), após ser promulgada por Alcolumbre. O projeto havia sido vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial. Como o Palácio do Planalto não publicou a medida dentro do prazo constitucional de 48 horas, coube ao Senado concluir a promulgação.

Ainda na sexta, partidos e entidades ingressaram no STF para contestar a nova legislação. A federação PSol-Rede, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e também a federação formada por PT, PV e PCdoB apresentaram ações questionando a constitucionalidade da medida.

Além de Lula e Alcolumbre, Moraes solicitou manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes da continuidade da análise do caso.

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