O deputado federal Paulo Azi rebateu nesta quarta-feira (20) as declarações do chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e pré-candidato a deputado federal Lucas Reis sobre a PEC que trata do fim da escala 6x1. O parlamentar acusou o petista de espalhar “fake news” ao afirmar que o ex-prefeito ACM Neto e o União Brasil defendem adiar a mudança por dez anos.
Segundo Paulo Azi, Lucas Reis demonstra desconhecimento sobre a tramitação legislativa e sequer teria lido o texto da proposta apresentada pelo próprio PT.
“Como assessor do senador durante tanto tempo, ele deveria saber que quando um parlamentar faz apoiamento a uma emenda ou a um projeto, isso significa que ele quer que a tese seja discutida, e não que concorda automaticamente. Não sei se é má fé ou desconhecimento, mas ele espalha fake news como se nós estivéssemos defendendo isso”, afirmou o deputado.
O parlamentar destacou ainda que o prazo de dez anos para implantação da mudança não foi criado pelo União Brasil, mas já está previsto na PEC apresentada pelo deputado federal Reginaldo Lopes.
“O desconhecimento dele é tão grande que ele nem leu a PEC do correligionário dele. Quem propõe o prazo de dez anos é justamente o autor da PEC, que é um deputado do PT. Não foi o União Brasil. A emenda que nós assinamos dispunha ressalvar que as atividades essenciais seriam regulamentadas por lei complementar. Mas o final da emenda repete o que está no texto original do deputado do PT, que é o prazo de dez anos”, declarou.
Paulo Azi afirmou também que já se posicionou publicamente contra um período tão extenso para a implementação da medida e defendeu uma transição considerada mais equilibrada.
“Como relator da matéria na CCJ, eu mesmo já disse publicamente que considero dez anos um prazo excessivo. O que está sendo discutido é qual seria um período razoável de transição. Isso faz parte do debate técnico e responsável que a Comissão Especial da Câmara está fazendo”, explicou.
Ao final, o deputado ironizou a falta de experiência política de Lucas Reis e sugeriu que o petista precisa estudar melhor o funcionamento do Legislativo.
“Talvez, se ele conseguir se eleger deputado federal, aprenda como funciona a tramitação de projetos na Câmara. E se ele for deputado, é bom aprender a ler os projetos antes de votar. Porque, insisto: os dez anos foram propostos pelo próprio PT”, concluiu.
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