A Espanha está de volta à final da Copa do Mundo. Com amplo domínio sobre a França, a equipe comandada por Luis de la Fuente venceu por 2 a 0 nesta terça-feira (14), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos, e garantiu a primeira vaga na decisão do Mundial de 2026. Oyarzabal, em cobrança de pênalti, e Pedro Porro marcaram os gols da classificação espanhola, que recoloca a seleção em uma final de Copa do Mundo 16 anos após a conquista do título na África do Sul.
Com o resultado, a Espanha aguarda o vencedor da outra semifinal, entre Inglaterra e Argentina, marcada para esta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A decisão da Copa do Mundo será disputada no próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O confronto reuniu duas equipes de características distintas. De um lado, a Espanha manteve a proposta de controlar a posse de bola e assumir a iniciativa ofensiva, marca da equipe ao longo da competição. Do outro, a França apostou na velocidade de seus atacantes e na capacidade de decisão de jogadores como Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé. Em campo, porém, prevaleceu o controle espanhol durante praticamente toda a partida.
A seleção espanhola iniciou o jogo pressionando a saída de bola francesa e abriu o placar ainda na primeira etapa. Aos 19 minutos, Lamine Yamal aproveitou um erro de Lucas Digne dentro da área e foi derrubado pelo defensor francês. O árbitro salvadorenho Iván Barton assinalou a penalidade.
Na cobrança, Oyarzabal bateu firme no canto esquerdo de Mike Maignan. O goleiro acertou o lado da cobrança, mas não conseguiu evitar o gol que colocou a Espanha em vantagem.
O placar obrigou a França a modificar sua estratégia pela primeira vez na competição. Até então, os franceses ainda não haviam saído atrás no marcador durante o Mundial. Mesmo com maior presença ofensiva após sofrer o gol, a equipe encontrou dificuldades para superar a sólida defesa espanhola, que chegou à semifinal tendo sofrido apenas um gol em toda a campanha.
Os principais nomes do ataque francês pouco produziram. Mbappé e Dembélé permaneceram bem marcados e tiveram poucas oportunidades para criar jogadas de perigo. Michel Olise, líder de assistências da Copa do Mundo até a semifinal, também encontrou dificuldades diante da forte marcação exercida pelo meio-campo espanhol.
A situação francesa tornou-se ainda mais complicada aos 28 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro William Saliba deixou o gramado lesionado. O defensor foi substituído por Maxence Lacroix, alterando o sistema defensivo da equipe em um momento em que a França já precisava buscar o empate.
Na volta para a etapa final, o técnico francês promoveu a entrada de Manu Koné no lugar de Adrien Rabiot para tentar dar mais intensidade ao meio-campo. A mudança, no entanto, não alterou o panorama da partida, já que a Espanha continuou controlando as ações e encontrando espaços no setor ofensivo.
Aos 12 minutos do segundo tempo, veio o gol que encaminhou a classificação espanhola. Pedro Porro iniciou a jogada tocando para Dani Olmo e avançou às costas da defesa francesa. O camisa 10 devolveu com precisão, e o lateral apareceu livre para finalizar na saída de Maignan, ampliando a vantagem para 2 a 0.
Mesmo em desvantagem, a França não conseguiu reagir. A Espanha manteve a posse de bola, administrou o resultado e esteve mais próxima de marcar o terceiro gol do que de sofrer o primeiro. Aos 18 minutos da etapa final, Lamine Yamal chegou a balançar as redes após bela jogada individual pela direita, mas o lance foi anulado por impedimento.
Nos minutos finais, a equipe francesa intensificou a pressão em busca de diminuir o placar. Mbappé teve atuação discreta e protagonizou momentos de frustração, incluindo uma cobrança de falta por cima do gol e um lance em que atingiu o goleiro Unai Simón com uma cotovelada. Dembélé também teve uma oportunidade para marcar, mas parou em boa defesa do arqueiro espanhol.
Sem transformar a maior presença ofensiva em chances claras de gol, a França encerrou sua campanha na Copa do Mundo e adiou a busca pelo terceiro título mundial.
A Espanha, por sua vez, confirmou a consistência apresentada ao longo da competição e garantiu o retorno à final do torneio pela primeira vez desde 2010, quando conquistou o único título mundial de sua história. Agora, a equipe comandada por Luis de la Fuente aguarda a definição do adversário para tentar levantar novamente a taça da Copa do Mundo.
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