Os torcedores que pretendem acompanhar as partidas da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 na Arena Fonte Nova, em Salvador, já podem realizar o cadastro de interesse para receber informações sobre a venda oficial de ingressos. O registro está disponível na plataforma da FIFA e permite que os interessados sejam notificados quando a comercialização dos bilhetes for iniciada. No entanto, a entidade esclarece que o cadastro não garante prioridade, reserva de ingressos ou vantagem na fila de compra.
A expectativa é de que a venda dos ingressos tenha início no último trimestre de 2026. Até o momento, a FIFA não divulgou a tabela oficial de preços, mas a legislação brasileira autoriza que a entidade defina os valores e adote sistema de preço dinâmico para cada partida. Estimativas apontam que as categorias de entrada poderão variar entre R$ 40 e R$ 90, embora os valores ainda não tenham sido confirmados oficialmente.
Os ingressos para a competição também serão contemplados pela Lei Federal nº 15.421/2026, que estabelece regras para a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil. A legislação assegura meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e jovens de baixa renda, com até 29 anos, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A definição de quantas partidas Salvador receberá, bem como das seleções que atuarão na Arena Fonte Nova, ocorrerá somente após o sorteio oficial da competição, previsto para o fim deste ano. Conforme a legislação, a venda dos ingressos poderá ser iniciada antes mesmo da divulgação das seleções participantes, dos setores e da localização definitiva dos assentos, cabendo à FIFA alterar datas, horários ou locais das partidas, desde que sejam assegurados os direitos de reembolso ou remarcação aos torcedores.
Para receber os jogos do Mundial, a Arena Fonte Nova passará por adaptações exigidas pela FIFA. Entre as intervenções previstas estão a implantação de gramado híbrido e a reinstalação das cadeiras no setor Norte Inferior, área tradicionalmente ocupada por torcidas organizadas durante partidas de Bahia e Vitória. As adequações integram o planejamento das oito cidades brasileiras escolhidas para sediar a competição.
Relator do projeto que originou a Lei nº 15.421/2026, o senador Romário (PL-RJ) afirmou que o Brasil aproveitará a infraestrutura construída para a Copa do Mundo de 2014, evitando novos investimentos em grandes obras. Segundo o parlamentar, a realização da Copa do Mundo Feminina deixará um legado voltado ao incentivo ao esporte, ao turismo e ao desenvolvimento econômico, além de estimular crianças e jovens por meio do futebol feminino.
A nova legislação também determina que as redes pública e privada de ensino ajustem o calendário escolar para que o recesso do primeiro semestre de 2027 coincida com o período da Copa do Mundo Feminina, disputada entre 24 de junho e 25 de julho. A medida ainda está sendo analisada por secretarias de Educação e instituições particulares, que discutem alternativas para assegurar o cumprimento dos 200 dias letivos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
O Brasil receberá partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027 em oito cidades: Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A abertura será realizada na Neo Química Arena, na capital paulista, enquanto a decisão do torneio acontecerá no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
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