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Política em Foco Datafolha

Lula enfrenta muralha de rejeição nos estados que podem decidir a eleição de 2026

Pesquisa expõe resistência ao governo Lula justamente nos maiores colégios eleitorais, enquanto Pernambuco aparece como principal reduto de força do petista.

22/08/2026 20h04
Por: Redação Fonte: Mais Região
Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert

A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22) acende um alerta no Palácio do Planalto e expõe um dos maiores desafios de Lula (PT) na corrida pela reeleição: a forte rejeição ao seu governo nos principais colégios eleitorais do país.

Em São Paulo, maior eleitorado do Brasil, 48% dos entrevistados classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto apenas 27% consideram o governo ótimo ou bom. O mesmo cenário se repete no Rio de Janeiro, onde a avaliação negativa também chega a 48%, contra 27% de aprovação.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, os números também preocupam o petista: 42% avaliam o governo negativamente, enquanto 34% fazem uma avaliação positiva. O estado foi um dos mais disputados na eleição de 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro por uma margem apertadíssima, de apenas 0,4 ponto percentual.

No Distrito Federal, o quadro é ainda mais duro para o governo. A avaliação negativa chega a 51%, o maior índice registrado entre as unidades pesquisadas, enquanto somente 27% classificam a gestão de Lula como ótima ou boa.

Pernambuco é a grande exceção. Estado natal de Lula e um dos principais redutos históricos do PT, registra 46% de avaliação positiva, contra 27% de ruim ou péssimo. O contraste reforça uma divisão regional que pode se tornar decisiva na eleição presidencial.

Os dados ganham ainda mais peso diante da disputa nacional. No levantamento Datafolha divulgado na sexta-feira (21), Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o presidente vence por 47% a 43%, uma diferença de quatro pontos e dentro do cenário de disputa apertada.

A pesquisa mostra, portanto, um cenário contraditório para o presidente: Lula ainda lidera nacionalmente, mas enfrenta uma barreira importante justamente em estados que concentram uma parcela decisiva do eleitorado brasileiro. Para o petista, a reeleição pode depender não apenas de manter seus redutos, mas de conseguir reduzir a rejeição onde hoje o governo mais apanha nas pesquisas.

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