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Política em Foco Reforma Tributária

CEO da LATAM alerta para “bomba atômica” da reforma tributária e prevê passagens mais caras

Executivo afirma que carga tributária anual da companhia pode saltar de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões e defende medidas para evitar impacto sobre os passageiros.

31/08/2026 20h54
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O CEO da LATAM Brasil fez um alerta contundente sobre os possíveis impactos da reforma tributária no setor aéreo. Segundo o executivo, a carga de impostos paga anualmente pela companhia pode passar de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões após a implementação completa das novas regras, com potencial impacto sobre o preço das passagens.

Em declaração sobre o tema, o executivo afirmou que o aumento não seria absorvido integralmente pela companhia. “A LATAM paga R$ 2 bilhões todos os anos em impostos. Com a reforma tributária, ela vai passar a pagar R$ 6 bilhões. E não é a LATAM que paga, é o cliente que voa com a LATAM que vai pagar isso”, disse.

O CEO ressaltou que a empresa não reivindica novos incentivos fiscais, mas defende previsibilidade e medidas de estímulo ao turismo. “A gente não está pedindo incentivo. O que a gente está pedindo é um plano de longo prazo, clareza nas medidas de fomento do turismo, para que a gente tenha cada vez mais pessoas viajando no Brasil”, afirmou.

Na avaliação do executivo, a reforma deveria preservar a carga tributária atualmente suportada pelo setor. “Uma reforma tributária que não aumente a carga, que mantenha a carga como ela é hoje”, defendeu.

O alerta ocorre em meio às discussões sobre a regulamentação e implementação do novo sistema tributário brasileiro, cuja transição será gradual. Para as companhias aéreas, um aumento expressivo da carga tributária poderia elevar os custos de operação e, consequentemente, pressionar as tarifas cobradas dos passageiros.

A preocupação não é exclusiva da LATAM. Outras grandes empresas do setor, como Gol e Azul, também vêm defendendo mudanças nas regras para reduzir os impactos da reforma sobre a aviação, que enfrenta custos elevados com combustível, manutenção e leasing de aeronaves.

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