Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) sua aposentadoria da seleção argentina, encerrando uma trajetória de mais de 20 anos com a equipe nacional. Aos 39 anos, o atacante comunicou a decisão por meio de uma carta publicada nas redes sociais e revelou que já havia escrito o texto em 21 de julho, dois dias após a derrota da Argentina por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. A informação foi confirmada pelo ge e por veículos internacionais.
Na mensagem, Messi afirmou que a decisão é dolorosa e que “custa a aceitar”, mas que entende ter chegado o momento de encerrar o ciclo. O jogador disse que sempre deu tudo pela camisa argentina e buscou proporcionar alegrias aos torcedores. Também destacou a chegada de novos jogadores que, segundo ele, merecem oportunidades na equipe nacional.
“Encerra-se uma etapa, e esta é uma decisão que pesa muito para mim. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo de mim, não tenho mais nada a oferecer e, além disso, há jovens muito bons chegando que merecem sua oportunidade”, afirmou Messi na carta.
O atacante também agradeceu aos torcedores pelo apoio ao longo de duas décadas, à família, aos treinadores, companheiros de equipe e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória. Ao final da mensagem, afirmou que passará a acompanhar a seleção como torcedor e encerrou com declarações de amor à Argentina e à condição de representar o país. Messi escreveu ainda que, ao reler o texto em 31 de agosto, estava “ainda mais convencido” da decisão.
A despedida ocorre após uma Copa do Mundo em que Messi marcou oito gols pela Argentina e deu quatro assistências. Ele balançou as redes três vezes contra a Argélia, duas diante da Áustria e uma vez contra Jordânia, Cabo Verde e Egito. Na final contra a Espanha, a Argentina foi derrotada por 1 a 0 na prorrogação.
Messi encerra sua passagem pela seleção principal com 207 partidas e 125 gols, números que o colocam como o jogador com mais jogos e mais gols pela Argentina. Ao longo da carreira internacional, conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024. Antes disso, também foi campeão da Copa do Mundo Sub-20, em 2005, e dos Jogos Olímpicos de 2008. Com os oito gols marcados no Mundial de 2026, chegou a 21 gols em Copas do Mundo.
A relação de Messi com a seleção argentina foi marcada inicialmente por derrotas em finais e pela pressão por conquistar um título com a equipe principal. O ciclo mudou a partir da Copa América de 2021, primeiro grande título de Messi pela seleção principal, seguido pela conquista da Finalíssima e do Mundial de 2022. Em 2024, a Argentina voltou a vencer a Copa América, enquanto em 2026 chegou novamente à final da Copa do Mundo.
A decisão também ocorre semanas depois da morte de Jorge Messi, pai do jogador, aos 68 anos, no início de agosto. Jorge acompanhou a carreira do filho desde os primeiros anos e teve participação na trajetória que levou Messi a defender a Argentina. A perda foi mencionada por veículos internacionais como um fator que reforçou a decisão do atacante, embora Messi tenha escrito a carta de despedida antes da morte do pai.
A aposentadoria anunciada por Messi é da seleção argentina, e não do futebol profissional. O jogador continua vinculado ao Inter Miami, dos Estados Unidos, com contrato previsto até o fim de 2028.
Com a saída da equipe nacional, Messi encerra uma trajetória iniciada em 2005 e marcada por 207 partidas, 125 gols, quatro títulos pela seleção principal e dois troféus pelas categorias de base. A partir de agora, conforme afirmou na própria mensagem, acompanhará a Argentina fora de campo.
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