Vitória precisava de um bom resultado para resgatar a confiança do seu torcedor. Ontem, a equipe rubro-negra conseguiu. Bateu o América-RN por 4x2, confirmou-se nas semifinais da Copa do Nordeste e deixou o Barradão sob aplausos. Cena rara nesta turbulenta temporada.
O time de Claudinei Oliveira foi eficiente nas oportunidades criadas e mostrou evolução em seu futebol. Por um lugar na final, um reencontro com o Ceará, algoz do Leão nas últimas duas edições da competição regional. Por ter vencido a partida de ida por 1x0, o Vitória tinha a vantagem do empate e começou o jogo de forma morna. Aos poucos, o Leão foi se soltando em campo. O abusado do Neto Baiano deu até tabaca no zagueiro Zé Antônio.O jogo só não foi bom para o zagueiro Ramon. O garoto levou uma cotovelada no rosto e deixou o campo sangrando. Levou treze pontos no rosto e deu lugar a Luiz Gustavo ainda no primeiro tempo.
Na bola parada o Vitória inaugurou o marcador. E com um jogador que não está acostumado a bater faltas. Rhayner cobrou no canto do goleiro Busatto e fez a alegria rubro-negra no Barradão. Com a vantagem ampliada, o Leão segurou o time e deixou o desesperado América vir pra cima. E Rhayner apareceu mais uma vez. O atacante raspou de cabeça e deixou Vander na boa para ampliar o placar. Logo depois, o América respondeu. Cascata recebeu na direita e chutou sem chances para Fernando Miguel. Na segunda etapa, Neto Baiano quase marca um golaço. Vander levantou na área, o atacante dominou e deu um chapéu em Zé Antônio. Na hora do chute, o goleiro Busatto saiu bem e abafou o lance. Só que o gol não demorou. E que aula de contra-ataque. Rhayner iniciou a corrida, passou para Neto Baiano que deixou Mansur na boa. O lateral atrasou para Flávio escolher o canto e marcar seu primeiro gol como profissional. Depois, Luiz Gustavo fez o quarto após confusão na área do América. O time potiguar até marcou mais um, com Max, mas a torcida rubro-negra nem ligou e aplaudiu, com méritos, o time ao apito final. Quarta tem o Anapolina, fora, na estreia da Copa do Brasil. Outra decisão.(Foto:Reprodução)