O ex-presidente da Câmara de Camaçari e pré-candidato a deputado federal, Flávio Matos (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (8), durante entrevista ao programa É do Povo, da Sauípe FM, que a disputa por uma vaga na Câmara Federal no município está polarizada entre sua pré-candidatura e a da deputada federal Ivoneide Caetano (PT), esposa do prefeito Luiz Caetano.
Segundo Flávio, os eleitores que aprovam a atual administração municipal tendem a apoiar Ivoneide, enquanto aqueles que desejam uma alternativa ao grupo político que governa a cidade devem optar por sua candidatura.
"Em Camaçari só existem dois candidatos a deputado federal da cidade que realmente disputam a eleição: Flávio Matos e Ivoneide Caetano. As pessoas satisfeitas com o governo do PT tendem a votar na esposa do prefeito. Quem sonhou comigo em 2024 com uma nova história para a cidade deve dar uma oportunidade a Flávio", afirmou.
Durante a entrevista, o ex-presidente da Câmara também criticou o aumento do número de pré-candidaturas à Câmara Federal no município. Embora tenha declarado respeito aos demais postulantes, Flávio sugeriu que parte dessas candidaturas teria sido estimulada para fragmentar votos da oposição.
"Respeito todas as candidaturas, mas não acredito em candidaturas feitas a toque de caixa simplesmente para fortalecer uma estratégia política de enfraquecer quem está tentando construir um projeto. Agora todo mundo virou candidato a deputado federal. Alguém está financiando isso e as pessoas de Camaçari sabem", declarou.
Flávio ainda afirmou que pesquisas de opinião indicariam crescimento de sua pré-candidatura e disse acreditar que sua campanha representa o principal contraponto político ao grupo liderado pelo prefeito Luiz Caetano.
O pré-candidato também direcionou críticas à atuação parlamentar da deputada Ivoneide Caetano. Segundo ele, o volume de recursos destinados ao município por meio de emendas parlamentares estaria abaixo do esperado.
"São dois anos do mandato do prefeito Caetano e, nesse período, a deputada apresentou apenas R$ 7 milhões em emendas. Para mim, essa não é a representatividade que Camaçari merece", afirmou.
As declarações ampliam o tom da disputa política no município, que já começa a ganhar intensidade com a aproximação das eleições de outubro e a definição das candidaturas ao Congresso Nacional.
Confira o trecho da entrevista
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