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Zé Roberto brilha e ajuda Bahia em nova virada

Somente no jogo da quinta-feira passada, contra o Nacional-AM, na Copa do Brasil, o garoto de 21 anos marcou o seu primeiro gol em jogos oficiais pelo Bahia

20/04/2015 12h34
Por: Redação

G1

Zé Roberto é pau pra toda obra. Nos momentos de maior dificuldade do Bahia, Sérgio Soares chama o jovem atacante para resolver. Ontem, na Fonte Nova, foi assim. Pela décima vez na temporada, o técnico tricolor colocou Zé no decorrer de uma partida, apostando na estrela do garoto. E ela brilhou. Com outra atuação apagada de Léo Gamalho, Soares promoveu a mudança no intervalo do jogo. O Bahia perdia da Juazeirense por 2x0 e precisava de pelo menos um gol para chegar à final do Campeonato Baiano. Fichinha pra Zé Roberto, que só precisou de dois minutos em campo para fazer o que ele mais gosta: ajudar.

?Procuro ajudar independente de ser com gol, passe ou velocidade. Ajudar é o que importa. Ser titular ou começar no banco, aí é com o técnico. Vou estar feliz seja entrando no decorrer do jogo ou como titular?, conta Zé.  O chute cruzado fez o goleiro Tigre rebater a bola nos pés de Maxi, autor do primeiro gol tricolor. E se o gol de Souza, de pênalti, já satisfazia as pretensões do Bahia na tarde de ontem, para Zé Roberto ainda faltava algo. Somente no jogo da quinta-feira passada, contra o Nacional-AM, na Copa do Brasil, o garoto de 21 anos marcou o seu primeiro gol em jogos oficiais pelo Bahia. Ainda na pré-temporada, ele já havia sido herói no amistoso contra o Shakhtar Donetsk, ao marcar os dois gols da virada por 3x2, placar este que se repetiu nos três últimos jogos do time. E como não poderia ser diferente, Zé Roberto marcou o gol do triunfo de ontem, aproveitando passe na medida de Rômulo. E se o rótulo de ?talismã? insiste em acompanhá-lo, as coincidências podem trazer uma história curiosa.  O Bahia não é bicampeão baiano desde 1999, quando não entrou em campo na decisão e o título acabou dividido com o Vitória. A última vez com bola rolando foi em 1994, graças a Raudinei, que assim como Zé Roberto, costumava sair do banco de reservas para resolver os problemas do time. Vinte e um anos depois, um possível bicampeonato baiano do Bahia pode ser reescrito quase da mesma forma. Desta vez, com um Ba-Vi menos tradicional.

(Foto:Reprodução) 

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