Da Redação Representantes de diversos órgãos se reuniram na manhã desta quarta-feira (22), durante uma audiência pública solicitada pela Câmara de Vereadores, para tratar dos problemas enfrentados pelos moradores da rua da Paz, em Mata de São João, desde que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) assumiu a operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade. O encontro aconteceu na Casa da Cultura.

Muitos moradores compareceram com cartazes pedindo solução e acusavam a Embasa de ser responsável pela poluição do rio, já que as piscinas de estabilização não funcionam adequadamente e a água despejada no rio Jacuípe pode ser a principal responsável pela poluição. Outra reclamação da comunidade, é sobre o forte odor que se espalha pelas ruas no entorno da ETE, fato que chegou a motivar uma manifestação. Para o prefeito Marcelo Oliveira (PP), o funcionamento da Estação, de responsabilidade da Embasa desde junho de 2013, pode ser ainda mais prejudicado pelo excesso de algas, que pode ser a principal causa do mau cheiro. ?A regularidade na limpeza superficial das lagoas evita o odor (...). A estação não é pra causar nenhum inconveniente aos moradores?, alertou.

De acordo com a engenheira sanitarista e gerente do Departamento de Esgotamento sanitário da Embasa, Cristiane Cruz, é provável que o mau cheiro tenha sido ocasionado pelas condições climáticas, fato que segundo ela foi solucionado assim que surgiram as primeiras reclamações. A representante ainda enfatizou o problema da quantidade de peixes que se espalha nas bacias de tratamentos e a principal dificuldade é oferecer a destinação adequada, pois os peixes não deveriam estar nessas lagoas. ?Hoje o impasse é a gente tentar fazer uma remoção de forma ambientalmente correta e responsável desses peixes?. Sobre a possibilidade de poluição do rio Jacuípe, a gestora informou que foram colhidas amostras de seis efluentes para proceder com a análise, e primeiro será feita uma investigação para saber se a poluição pode ter sido provocada por alguma indústria ou pela Embasa.
Leia mais noticias relacionadas: Em resposta, a promotora de justiça, Luiza Amoedo, cobrou intervenções imediatas, a exemplo da implantação do cinturão verde, e destacou que diversas sinalizações sobre os problemas enfrentados pelas comunidades circunvizinhas havia sido feita pelo Ministério Público e por se tratar de um serviço prestado para outros municípios, a Embasa já deveria ter criado mecanismos de solução. Na semana passada, o presidente da Câmara, Alexandre Rossi (PR), levou técnicos da Cetrel ao local para colher amostras e realizar uma análise independente da água do rio. O resultado dos testes saem em 20 ou 30 dias. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) disse que também já fez inspeção e que aguarda os resultados. Participaram ainda da audiência pública, os vereadores do município, o representante do Inema, Eduardo Topázio, além de representantes da Embasa e da Associação de Moradores.
(Fotos: Agência Mais Região)