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Preso na Lava Jato pagou obras em sítio a pedido de Lula, diz revista

Segundo a "Veja", as anotações do empreiteiro seriam o esboço de um possível acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

25/04/2015 14h44
Por: Redação
A edição deste sábado da revista "Veja" afirma que o ex­-presidente da OAS Léo Pinheiro, um dos presos na operação Lava Jato, realizou uma reforma em um sítio a pedido do ex­-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Localizado em Atibaia (SP), o sítio Santa Bárbara, de 150 mil m , pertence aos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar ?sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do ex-­presidente. De acordo com a revista, o ex-presidente costuma pescar na propriedade. Atribuindo as informações a anotações feitas por Pinheiro no Complexo Médico Penal, em Curitiba, a revista afirma que as obras foram realizadas em 2011 e incluíram a reforma completa de duas casas, a construção de um pavilhão e de área para churrasqueira, a ampliação de uma piscina e a instalação de um campo de futebol, além da transformação de um antigo lago em dois tanques de peixe. Segundo a "Veja", as anotações do empreiteiro seriam o esboço de um possível acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Os favores da OAS ao ex-­presidente, conforme a revista, incluiriam a incorporação para conclusão de uma obra parada da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários), onde Lula e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto são donos de apartamentos. EMPREGO O terceiro ponto das anotações mencionadas pela revista teria sido o episódio em que Léo Pinheiro ajudou a conseguir um emprego para João Batista de Oliveira, marido de Rosemary Noronha, ex­chefe da representação da Presidência da República em São Paulo. Amiga íntima de Lula desde os tempos do sindicalismo, Rosemary Noronha perdeu o cargo federal em 2012, logo após a deflagração de uma operação da Polícia Federal para desmontar um suposto esquema de venda de pareceres de órgãos públicos a empresas privadas. Ela foi acusada de tráfico de influência e corrupção passiva. A suposta ação do empreiteiro em favor Oliveira, segundo a "Veja", visava acalmar Rosemary.   folha-140x35-ffffff
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