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Praia do Forte tem trecho da orla impróprio para banhistas

o Inema considera a água da enseada imprópria para banhistas pela quarta semana seguida

05/06/2015 11h58
Por: Redação
Da Redação Berço de desova de tartarugas marinhas e santuário de  acasalamento de baleias jubarte, Praia do Forte, em Mata de São João, é alvo de preocupação em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta sexta-feira, 5. É lá que está a única das 16 praias da Costa dos Coqueiros classificada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) como imprópria para banho neste fim de semana prolongado. Divulgado na quarta, 3, o boletim do Inema considera a água da enseada imprópria para banhistas pela quarta semana seguida. No trecho, próximo à igreja do distrito e onde ficam as principais barracas, há uma rede pluvial com grandes manilhas que deixam moradores, pescadores, comerciantes, ambientalistas e turistas apreensivos. O titular da Secretaria de Meio Ambiente da cidade, Paulo Meireles, refuta a hipótese, mas moradores suspeitam de ligações clandestinas de esgoto. "É a chuva que tem levado sujeira das ruas", argumenta Meireles. Para o diretor de monitoramento do Inema, Eduardo Topázio, o problema está na expansão da vila. "Praia do Forte  cresceu muito. Pode até haver ligações clandestinas, mas a água [das chuvas] que lava a rua é até mais suja que o esgoto, quando tratado", opina Topázio. Nativo da vila, o fotógrafo Diogo Fernandes, 25, é cético quanto à "culpa" do clima: "Não chove aqui há alguns dias. De onde vem essa água suja?", indaga ele, que apresenta manchas vermelhas na pele. "Fiquei assim depois de surfar aqui", diz. O casal mineiro de turistas Luís Fernando, 32, e Renata Vilela, 35, avalia que a tubulação na praia  é desagradável. "O poder público tem que resolver isso com urgência", cobra Fernando. Imbassaí No distrito vizinho de Imbassaí, o rio homônimo tem três pontos impróprios: sob uma ponte em Diogo, na cachoeira Dona Zilda e próximo à foz. Também em um dos afluentes, o riacho Arrendamento, no trecho do hotel Grand Palladium, aponta o Inema. Membro do grupo Meio Ambiente Imbassaí: Quem Ama Cuida, o biólogo André Papi, 38, responsabiliza a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) como responsável. Segundo ele, a estação elevatória de tratamento, nos condomínios Praia Bela e Vista Bela estaria quebrada. Por meio de nota, a Embasa informa que concluiu, no início da semana, a estrutura para deixar de lançar no rio o esgoto tratado dos condomínios. Conforme a nota, desde a última quarta-feira, o efluente dessa estação passou a ser destinado à estação de tratamento do complexo hoteleiro Iberostar. Ainda conforme a nota, em fevereiro passado a Embasa concluiu a ampliação da estação de bombeamento do hotel Grand Palladium e, desde então, não houve mais vazamento de esgoto. A informação, no entanto, contradiz o que aponta o relatório divulgado pelo Inema na quarta-feira.
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