Enquanto a equipe econômica de Dilma Rousseff barganhava o aval do Congresso ao seu pacote de ajuste fiscal, uma anistia tributária a igrejas foi incluída na surdina em uma das medidas provisórias aprovadas. Esse benefício, feito por intermédio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode garantir a anulação de autuações fiscais a igrejas que passam de R$ 300 milhões, sendo R$ 150 milhões de multas do ano passado. O artigo foi incluído na MP 668, sobre aumento de impostos para produtos importados. Ainda falta sanção da presidente Dilma Rousseff.
Resposta As igrejas e seus aliados no Congresso dizem que a medida, que pode anular multas dadas pela Receita Federal, não traz benefício novo, mas apenas regulariza e deixa mais clara a legislação hoje vigente. "Do jeito que estava, dava desculpa para lavrar auto de infração contra as igrejas", disse Eduardo Cunha. A Receita Federal não quis se manifestar.
