A dupla estava armada a bordo de um Chevrolet Corsa sedan branco, placa JRJ-2949. Segundo nota da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), que confirma as prisões, a placa do veículo é fria. Os policiais atiraram para intimidar o casal, obrigando-os a parar no acostamento da BR. Simulando uma ação policial, perguntaram por drogas e revistaram o casal. Os policiais, então, obrigaram a jovem a entrar no carro. Os PMs pegaram a chave da moto do rapaz, que foi abandonado no local. Após a fuga da dupla, o marido da jovem entrou em contato com a Polícia Militar. Socorro A PM-BA informou que, após alguns instantes, passou pelo local uma viatura da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Candeias) comandada pelo sargento PM Cantídio. Os policiais socorreram o rapaz e seguiram em buscas pela região na tentativa de localizar o veículo. A vítima foi encontrada, ainda de acordo com a corporação, em um local conhecido como Banco de Areia ?em companhia dos dois elementos, flagrados forçando a vítima à pratica de atos libidinosos?. Ao serem abordados, os dois se identificaram como policiais militares, mas acabaram presos em flagrante. O caso foi registrado na Delegacia de São Sebastião de Passé. Ao ser ouvida pela polícia, a adolescente relatou que está grávida de três meses. Ela relatou ainda que os dois, sempre com armas em punho, a ameaçaram e agrediram.
Brucutu
Em nota, a PM-BA confirmou as prisões e os nomes dos policiais. A dupla foi encaminhada para a Corregedoria da corporação, onde foi ouvida, e depois para o Departamento de Polícia Técnica de Salvador, onde passaram por exame, antes de serem presos no Batalhão de Choque da PM-BA.
O carro da dupla foi apreendido, além de uma máscara tipo brucutu, um revólver calibre 38 e uma pistola. A polícia suspeita que a dupla já vinha praticando outros crimes como assalto e roubo de veículos na região. O delegado plantonista André de Oliveira Alves atuou os dois em flagrante pelos crimes de estupro, sequestro e cárcere privado.
Atendimento
Coordenadora do Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual (Viver), Dayse Dantas afirmou que a adolescente ainda não havia sido atendida porque o local não funciona nos finais de semana há três anos.
Segundo ela, está sendo negociado com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a disponibilidade de um médico para retomar a oferta do serviço. ?O procedimento padrão em casos de estupro é registrar ocorrência policial, fazer a perícia médica e depois procurar o Viver?, disse.
O serviço funciona no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, na Avenida Centenário. Segundo ela, em crimes desse tipo que ocorrem nos finais de semana, a recomendação é que a vítima seja encaminhada imediatamente para um hospital da rede pública. O CORREIO não conseguiu confirmar com a Secretaria da Segurança Pública que tipo de atendimento foi prestado à vítima.
(Fotos: Reprodução)