Tribuna A presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeram aos brasileiros que o governo tirará o país da crise, em vídeos de propaganda do PT que começaram a ser veiculados no sábado na televisão. ?Tem muito brasileiro sofrendo. Mas juntos vamos sair desta. Estamos em um ano de travessia e essa travessia vai levar o Brasil a um lugar melhor. Estamos atualizando as bases da economia e vamos voltar a crescer com todo nosso potencial?, afirmou Dilma no vídeo. Lula, por sua parte, reconheceu que a ?situação não está fácil?, mas considerou que o Brasil ?é muito grande para ficar assustado com uma crise econômica, por mais grave que seja?. ?Com o esforço e a luta de todos, vamos controlar a inflação, gerar empregos e derrotar o pessimismo. Podem ter certeza, o Brasil vai voltar a crescer?, ressaltou o ex-presidente, que está sendo investigado pelo Ministério Público por suposto tráfico de influência para favorecer à construtora Odebrecht. ?Já tivemos muitas crises, algumas bem piores do que a atual, e o povo brasileiro sempre soube vencê-las. Não tenho a menor dúvida de que venceremos mais essa?, completou Lula. O vídeo protagonizado por Lula tem o teor idêntico -?situação não está fácil? e o Brasil vai superar ?mais essa? crise. Ao pintar um cenário otimista para o futuro, Lula cita diretamente os problemas econômicos responsáveis por parte da alta impopularidade da sucessora e afilhada política no presente - apenas 8% da população aprovam seu governo, segundo o Datafolha. ?Vamos controlar a inflação, gerar empregos e derrotar o pessimismo. Pode ter certeza, o Brasil vai voltar a crescer?, disse o ex-presidente. Na ultima semana, os números do IBGE mostraram a deterioração da situação do emprego e a economia patinando em uma inflação alta. Na quinta, a Pesquisa Mensal de Emprego mostrou que taxa média de desemprego de 7,5%, inédita no mês de julho desde de 2009, ano em que o país enfrentou uma recessão. Em julho de 2014, o desemprego foi de apenas 4,9%. Na sexta, a prévia da inflação oficial desacelerou em agosto: o IPCA-15 ficou em 0,43% neste mês. A prévia caiu em relação a julho (0,59%), mas o acumulado em 12 meses foi a 9,57%. (Foto:Reprodução)
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