Na noite da última terça-feira, 25 de agosto, o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
votou para reabertura da ação que luta pelacassação do mandato da presidente Dilma Rousseff
e de seu vice-presidente Michel Temer. Porém o julgamento teve que ser suspenso porque a ministra
Luciana Lóssio
fez uma solicitação para ter mais tempo para analisar o caso. A maioria dos ministros do TSE votou a favor da reabertura do caso. Se a conjuntura foi mantida até o final do caso, o processo irá retornar a pauta do tribunal e
Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) precisarão apresentar uma defesa. Segundo o Jornal Folha de São Paulo, a sessão teve discussões calorosas e o clima esquentou na sessão. Os ministros Gilmar Mendes, João Otavio de Noronha, Luiz Fux e Henrique Neves votaram pela investigação de irregularidades na campanha eleitoral
do Partido dos Trabalhadores, o PT. O ministro Dias Toffoli ainda precisa mostrar seu voto. Já a ministra Maria Thereza de Assis Moura votou contra a abertura da ação.
Acusações
As acusações contra Dilma e o PT são de que houve abuso de poder econômico e político durante a campanha presidencial do ano passado. A oposição pede que seja investigado se o
esquema de corrupção da Petrobras
financiou a campanha e ajudou na reeleição da presidente para se manter no poder.
Na última semana o ministro Gilmar Mendes solicitou a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal que fosse investigados as suspeitas de crime na campanha de Dilma e nas doações feitas por empresas que estão sendo investigadas na Operação Lava Jato. Inclusive muitos destes empresários que fizeram doações estão presos e aguardam julgamento em Curitiba, sede das investigações da Operação Lava Jato.
Funcionários do Tribunal Superior Eleitoral calcularam que as empresas do esquema Petrolão fizeram doações que ultrapassam
R$ 172 milhões
a Dilma e ao PT entre os anos de 2010 a 2014 (antes da Lava Jato ser deflagrada). Segundo o ministro, o partido transferiu o dinheiro para os cofres da campanha de Dilma para então conseguir a reeleição. Para Mendes o dinheiro é ilegal e há fraudes.