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PT nega busca por nome surpresa para 2016

Apesar da negativa, direção estadual ressalta que a legenda está aberta "a todos"

27/08/2015 09h40
Por: Redação
Tribuna
O presidente do PT na Bahia rechaçou a informação veiculada nos bastidores de que o partido estaria estudando um nome mais afastado do meio político para lançar na disputa pela prefeitura de Salvador no ano que vem. Apesar da negativa, Everaldo Anunciação ressalta que a legenda está aberta ?a todos?. O motivo do surgimento do rumor seria o desgaste que o PT vem enfrentando ultimamente com alguns integrantes da agremiação sendo presos por envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras, a exemplo do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e do ex-tesoureiro da sigla, João Vaccari Neto. Soma-se a isso as crises econômica e institucional pelas quais a presidente Dilma Rousseff, do PT, passa na condução do país. A ideia, dizem fontes ligadas ao partido, seria preparar o plano B apostando em um nome que surgiria aos 45 minutos do segundo tempo. A tática seria a mesma utilizada pelo partido ao lançar o atual governador Rui Costa como candidato em 2014. O então secretário da Casa Civil do governo Jaques Wagner não tinha muita visibilidade principalmente no interior da Bahia, mas o projeto político do PT embasado nas figuras de Wagner, do ex-presidente Lula e de Dilma Rousseff fez com que Rui ganhasse a confiança do eleitorado baiano após o início da campanha. Aliás, essa é a tese que o vereador Arnando Lessa (PT) defende. Acompanhando o governador Rui Costa, principal cabo eleitoral do partido na capital baiana para o pleito de 2016, durante uma agenda no bairro do Lobato, Lessa considerou precipitado discutir tal articulação. ?É muito cedo. Vamos esperar o momento próprio para as coisas acontecerem. Tem candidaturas que estão nascendo aí em áreas que não estão na política e que podem vir a surpreender. Assim como a candidatura de Rui não nasceu da articulação política, mas sim de ordem técnica. Possa ser que essa decisão técnica, o mesmo projeto que levou Rui a ser governador, pode estar sendo costurado para vir um nome que expresse esse projeto. A política a gente faz na campanha?, argumentou o legislador soteropolitano, que evitou citar nome do eventual elemento surpresa. Na Câmara de Salvador, conforme levantamento feito recentemente pela Tribuna, toda a bancada do PT deseja que o partido tenha um candidato próprio na disputa pelo Palácio Thomé de Souza no ano que vem e não apenas assumir papel de coadjuvante apoiando uma candidatura aliada. Tal disposição foi manifestada pela direção do partido em Salvador que lançou uma lista com sete pré-candidatos ao Executivo: Walter Pinheiro, que declinou do convite; os secretários de estado Nelson Pelegrino e Carlos Martins, que possuem acordo com Rui para não deixarem o secretariado em detrimento de candidaturas; Yulo Oiticica que está disposto a enfrentar o desafio; o vereador Gilmar Santiago, interessado no pleito e que já ganhou apoio de Pinheiro; e os deputados Valmir Assunção, que também já demonstrou interesse na briga, e Jorge Solla, que se coloca com um soldado à disposição do seu exército. Apesar de considerar o ato prematuro, Lessa classificou a decisão como positiva. ?Nascer candidatura no PT é um fato positivo. Acho um pouco precipitado o conjunto, a quantidade de candidaturas, mas expressa o momento?, reforçou, apontando para o peso político que terá Rui Costa na escolha do candidato: ?em quem um dia ele [Rui] botar a mão no ombro e disser que é o seu candidato, sairá com 15, 20 ou 25% [nas pesquisas]. Já é um patamar que dá para você começar a caminhar?. (Foto:Reprodução)
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