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Esporte Jogos Olímpicos

Fabiana pode jogar na Fonte Nova pela primeira vez

A baiana adotou a capital carioca para jogar nas categorias de base do América-RJ.

01/08/2016 16h22
Por: Redação Fonte: Correio da Bahia
Fabiana pode jogar na Fonte Nova pela primeira vez

Fabiana nunca disputou uma partida de futebol oficial em Salvador. Ela deixou a cidade onde nasceu aos 15 anos, quando se mudou da casa onde morava com a mãe, em Mirantes de Periperi, no Subúrbio Ferroviário, para a casa de uma tia, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

A baiana adotou a capital carioca para jogar nas categorias de base do América-RJ. Atuou em outros 11 clubes, entres eles o chinês Dalian Quanjian, com o qual tem contrato até dezembro. Convocada para os Jogos Olímpicos pela terceira vez, a lateral-direita pode desfilar com a camisa verde e amarela no gramado de sua terra natal na disputa das quartas de final do Rio-2016. “Nunca joguei em Salvador e seria uma emoção muito grande jogar na minha cidade”, afirma, aos 26 anos. 

Para Fabiana jogar na Fonte Nova, no dia 12 de agosto, o Brasil teria que terminar a fase classificatória em segundo lugar do grupo E, que tem também Suécia, China e África do Sul. Se tiver a melhor campanha e for primeira colocada, a seleção brasileira jogará as quartas na mesma data, só que no Mineirão, em Belo Horizonte. A estreia do Brasil é quarta-feira, contra a China, às 16h, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro.

Apesar da saudade de casa, o único estádio em que Fabiana faz questão de jogar é o Maracanã, palco da final no dia 19 de agosto. Depois de lamentar a prata em Pequim-2008 e ser eliminada nas quartas de final em Londres-2012, a baiana confia que vai colocar a mão na taça. “Eu acredito no grupo. Jogamos em função de todo o time, não apenas em função de Marta. Estamos capacitadas para chegar a uma final e levar o ouro olímpico”.

E é com a medalha de ouro no pescoço que ela quer visitar a família em Mirantes de Periperi antes de voltar pra China. A ideia é ganhar muitos abraços e bater um bom prato de vatapá e carne do sol, iguarias prediletas da jogadora. “Eu sinto muita falta da comida baiana e da família. Vou nem que seja só pra passar um dia”, promete.

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