O desemprego subiu em todas as grandes regiões do país no segunto trimestre deste ano em relação mesmo período de 2015, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando todos locais, a taxa ficou 11,3%, conforme pesquisa já divulgada pelo instituto.
A maior taxa foi observada no Nordeste. Em um ano, o índice de desemprego subiu de 10,3% para 13,2%. No primeiro trimestre deste ano, o índice havia ficado em 11,4%.
Na sequência, entre as maiores taxas estão a Sudeste (de 8,3% para 11,7%), a Norte (de 8,5% para 11,2%) e a Centro-Oeste (de 7,4% para 9,7%).
Segundo Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, todas as grandes regiões registraram o maior índice da série, que teve início em 2012.
“Na divulgação Brasil [quando a taxa de desemprego chegou a 11,3%], seguia um segundo trimestre em expansão da desocupação. Isso era quadro bastante claro em função principalmente da carteira de trabalho [queda no número de emprego com carteira assinada], redução da população ocupada e crescimento menor dos trabalhadores por conta própria. O que a gente vê agora pelas unidades da federação é um quadro bastante parecido. A maioria dos estados mostra avanço na taxa de desocupação”, analisou Cimar Azeredo. “Ainda aquelas que não apresentaram queda significativa é observado tendência de queda”, completou.
Entre os estados, os maiores índices de desemprego partiram do Amapá (15,8%); da Bahia (15,4%) e de Pernambuco (14%). Na contramão, estão Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).
De acordo com o IBGE, das 27 unidades da federação, sete não mostraram a maior taxa de desocupaçao da série: Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Bahia.
Quanto ao gênero, a taxa de desocupação ficou maior para mulheres (13,2%) do que para os homens (9,9%). A região Norte mostrou a maior diferença e o Sudeste, a menor.
Independentemente do sexo, a maior taxa de desocupação foi registrada entre pessoas com ensino médio incompleto (20,6%). Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 13,2%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (6%).
“A taxa cresce para todo mundo, a taxa do jovem é mais alta, mas quando se olha em termos de variação de taxa, percentuais, a taxa cresce na população de 40 a 59 anos 43,2% [em um ano]. Isso é preocupante porque um adulto que você demita você acaba arrastando parte da família dele para a desocupação.”
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