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Fieb apresenta demandas para governo estimular atividade

As medidas fazem parte do documento Bahia, uma Agenda para o Crescimento. As 27 propostas da Fieb foram levadas para o presidente interino Michel Temer

18/08/2016 08h05 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Correio da Bahia
Fieb apresenta demandas para governo estimular atividade

Redução das taxas de juros para financiamento, retomada das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol) com redefinição do traçado, e conclusão das linhas de transmissão de energia do Nordeste.

Essas são algumas das 27 propostas que a Federação da Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) levou para o presidente interino Michel Temer em uma agenda conjunta com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das federações das indústrias dos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

As medidas fazem parte do documento Bahia, uma Agenda para o Crescimento, apresentado pelo presidente da Fieb, Ricardo Alban, em entrevista coletiva realizada, ontem, na sede da entidade.As propostas já estão nas mãos de Temer desde a terça (16). Muitas delas, segundo Alban, são interesses comuns a todo o Nordeste, mas outras são demandas específicas do setor produtivo da Bahia.

“O sucesso da agricultura não se deve apenas a sua competência, mas sim ao fato de que sempre existiu um arcabouço de financiamento para o segmento. É esse suporte que a indústria também precisa”, comparou Alban.

Os temas de infraestrutura também foram observados. “Precisamos viabilizar o funcionamento do Estaleiro Enseada, um equipamento com um grande investimento e que se encontra literalmente parado”, disse. “Conversamos também sobre Fiol e Porto Sul, para que o governo federal apoie o estado para viabilizar esses empreendimentos”,  completou.

Alban reforçou a importância de concluir as obras das linhas de transmissão do Nordeste. “Esses investimentos estão interrompidos e precisam de solução. A falta de estabilidade energética no Oeste do estado é uma das grandes dificuldades para estimular a agroindústria na região”.

O presidente da Fieb acredita que todas as propostas apresentadas serão atendidas. “Esperamos que as coisas aconteçam ainda este ano. Sabemos que algumas demandas são estruturais e dependem de questões de orçamento e entendimento com os ministérios, mas esse é um diálogo que tem fluido”, falou.

Alban destacou ainda a necessidade das reformas previdenciária, trabalhista e tributária. “Somos contra a CPMF. Precisamos modernizar os tributos, não apenas criar um que atinge a todos”, avaliou.

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