“Voltar para a cidade natal, só após conquistar o cinturão da UFC”. Essa foi a promessa que pojucana Amanda ‘Leoa’ Nunes, 28 anos, primeira brasileira campeã do UFC fez, antes de duelar contra Miesha Tate. Após a vitória, a nova campeã peso galo chega neste domingo (21), a cidade de Pojuca e promete desfilar exibindo o cinturão, fruto de muita dedicação e coragem.
Em um vídeo publicado em sua rede social, Amanda Nunes convida a população para uma carreata, saindo do Pau D’arco, às 8h, com parada na Praça ACM. “Seguiremos para Escola Maria Carvalho, onde jogarei um baba com as amigas, espero vocês!”, escreve ela em sua página no facebook.
A pojucana mora na Flórida, nos Estados Unidos, e estava há um ano sem visitar os seus familiares na Bahia. Tudo para se preparar para combates importantes no UFC. Com a grande vitória, ela traz na bagagem além do cinturão, a esperança e o exemplo de determinação.
Conquista – A lutadora baiana entrou num combate de MMA como semidesconhecida e se sagrou-se campeã dos galos do UFC em 9 de julho, em Las Vegas (EUA), ao finalizar a americana Miesha Tate com um mata-leão ainda no primeiro round.
História - Amanda recebeu apelido de “leoa”, aos 16 anos, logo no início da carreira no jiu-jítsu e já passou por muitos obstáculos em sua vida e fala deles com tanta naturalidade, que às vezes é difícil saber se ela tem noção do tamanho de sua força interior.
A leoa, passou a se dedicar cada vez mais ao novo esporte e evoluiu tanto que a pequena sala da academia de musculação já não era desafio suficiente, mesmo com a atleta sendo a única mulher a treinar no local. A vontade de aprender mais e mais a fez mudar de cidade e ela fez as malas e saiu de Pojuca, onde morava com sua mãe Dona Ivete e irmãs, para morar com a irmã Vanessa em Salvador.
A migração para o MMA seria algo natural, e a lutadora passou a considerar a mudança, inspirada na carreira do tio, José Alves, que lutava vale-tudo ainda nos tempos em que ela vivia no interior da Bahia. No primeiro desafio dentro do cage, em março de 2008, mais um obstáculo: Amanda acabou derrotada pela adversária, Ana Maria.
Pouco mais de dois anos após sua primeira luta no MMA, Amanda já estava de malas prontas novamente. Desta vez, o destino era Nova Jersey, nos EUA, onde ela passou a treinar com o mestre Edson Carvalho, na filial americana da academia que lhe abriu as portas das artes marciais mistas. Apesar de não falar inglês fluente, a lutadora conta que se adaptou muito rápido ao país, que ela só conhecia dos filmes.
Em 2013, uma ligação inesperada seria a porta de entrada para o maior evento de MMA do planeta. Amanda se tornou não só a primeira brasileira a assinar com o UFC, como também a primeira brasileira a vencer no octógono.
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