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Geral Joel Feldman

Como será o amanhã?

Joel Feldman é empresário do grupo Norte e vice-presidente da Associação Baiana de Supermercados. Já dirigiu várias multinacionais. Escreve às segundas.

23/08/2016 17h43
Por: Redação Fonte: Joel Feldman
Assim dizia o celebre samba cantado por Simone. Vivemos um momento crítico em nosso país, isso não é novo, mas sem dúvidas temos que encontrar novos caminhos, novas soluções para velhos problemas, acho lamentável termos que passar semanas, meses, semestres, anos assistindo a corrupção endêmica corroer o futuro dos nossos jovens, assistimos a isto de camarote, vemos o noticiário diário repetir centenas de casos de corrupção, especialmente, assistimos nossos políticos envolvidos em fraudes de toda natureza, licitações perversas que tiram dos que precisam para beneficiar projetos de poder e assegurar o enriquecimento ilícito de poucos.

Hoje, aqui mesmo em Mata de São João, vejo o nosso povo desempregado, recebo centenas de currículos por semana, recebemos pedidos de emprego nas ruas, nas redes sociais e em todos os lugares, fico consternado com esta situação, pois na condição de Empresário, fica ainda mais evidente a nossa responsabilidade para manter e criar novos empregos. Enxugamos custos de todas as maneiras possíveis, este é um exercício diário do gestor privado, buscamos na criatividade formas de trazer melhores resultados, porém, infelizmente, os Governos não agem assim, eles podem tudo, aumentar impostos, aumentar salários, onerar o custo das despesas públicas, escolher obras que não são prioritárias a vida dos Brasileiros, sabem por que isto ocorre? Simplesmente pelo fato de que nenhum Governo quebra, jamais quebram, quem sucumbe são as empresas e seus empregados, pois os Governantes apenas mudam de cadeiras ou de partidos.

Este será um ano interessante, pelo fato de termos um pleito municipal eleitoral, até imagino as inúmeras proposições que irão surgindo a cada  momento, mas sinceramente, torço para que os mais capazes possam governar, e mais do que isto, espero que tenham um olhar efetivo sobre a geração de emprego e renda, não estes devaneios que seguramente não geram um singelo emprego. Acredito na força do povo, acredito na força do trabalho, acredito no Brasil que dá certo, acredito que coisas simples transformam realidades. Podemos produzir farinha de mandioca aqui em Mata de São João e levar para os quatro cantos do estado, podemos ser um polo gerador de talentos em T.I, de modo que nossos jovens tenham empregabilidade, deveríamos agarrar com unhas e dentes a nossa zona rural, esse é um vetor fundamental na geração de emprego, pois absorve vasta mão de obra, deveríamos formar pedreiros, carpinteiros, eletricistas, pois a construção civil também é um vetor importante de emprego e renda, são inúmeras as possibilidades. Tudo é possível, basta espírito e atitude vencedora. Não vamos celebrar a crise, vamos transformar o nosso amanhã.

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