A babá Renata Cerqueira, de 20 anos, presa por afogar e esquartejar a filha de apenas três meses, no último sábado (20) em Porto Seguro, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e já está no presídio de Teixeira de Freitas, no Extremo-Sul do Estado.
Renata confessou o crime nesta terça-feira (23), mas antes, ela chegou a denunciar que a criança havia sido sequestrada enquanto estava no carrinho de bebê, na casa onde mora com a mãe, no bairro Baianão. Uma amiga da acusada, que acreditou na mentira, chegou a organizar uma manifestação para pedir justiça.
Segundo o delegado de Porto Seguro, Delmar Bittencourt, o pai e a avó da criança foram ouvidos e liberados. "Ele não acreditava que Renata teria envolvimento com o crime, pois ela tratava a criança muito bem", lembrou o delegado.
Ainda segundo Delmar, tanto o pai como a mãe, alegaram que romperam o relacionamento durante a gravidez. Porém, o rapaz teria exigido que Renata não se envolvesse com nenhum outro homem. "Ele contou que queria retomar a relação, pois não queria ninguém criando a filha dele. Todos os dias passava para ver o bebê e dizia que iriam criá-lo juntos. Isso foi atormentando a mulher, que quis se afastar, mas ele não deixava", contou.
A mãe de Renata também acreditou no desaparecimento. Em depoimento, ela contou ao titular de Porto Seguro que, no dia do crime, a babá dormiu normalmente e não precisou de nenhum medicamento para ficar tranquila ou ter sono. "Quando a policial ia na casa dela, antes de localizarmos o corpo, ela parecia estar dopada sem estar. Chegou até a fingir desmaios", lembra o delegado.
Após assumir o crime, Renata chegou a chorar durante o depoimento. "Ela disse que estava arrependida e que usou a panela de pressão porque não sabia o que fazer com o corpo", disse Delmar.
O crime
O crime foi cometido na tarde do último sábado (20). Renata afogou a filha em um vaso sanitário e em seguida usou um facão para cortar a criança em três pedaços. Ela escondeu dois pedaços em uma panela de pressão e a cabeça em um saco plástico. Em seguida, deixou tudo em cima do guarda-roupas.
Na segunda (22), quando a mãe dela saiu para participar do protesto montado por uma amiga, Renata colocou a panela de pressão sobre o fogão. "Ela queria simular que alguém tinha invadido a casa e deixado o corpo do bebê. Mas a casa não tinha sinais de arrombamento".
Ao retornar para casa, a avó da criança estranhou o peso e o odor que saía da panela. Ela chamou a polícia, e encontraram o corpo. Após buscas pela casa, também localizaram a cabeça da criança dentro do saco plástico.
Renata foi detida e levada para a delegacia de Porto Seguro. Em depoimento, Renata contou que matou a filha porque estava com descontrole emocional e sem condições de criá-la. "Ela disse que quando o bebê nasceu, o pai deu apenas dois pacotes de fralda".
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