Mais vale um pássaro na mão do que dois voando? É mais ou menos o dilema do Vitória hoje, na partida de volta diante do Coritiba, às 17h, no Couto Pereira, pela Sul-Americana. Pelejando para escapar do rebaixamento na Série A, dividir-se entre duas competições poderia, no final, não resultar em êxito em nenhuma delas. Mas será que vale a pena deixar a Sul-Americana de lado? Financeiramente, não.
O Leão terá que se virar nos 30 se quiser encher o cofre de dólares. Só de estar participando da primeira fase da competição internacional, o Leão já recebeu US$ 250 mil, cerca de R$ 812 mil, segundo informações de premiação da própria Conmebol. Caso passe hoje pelo Coritiba, serão mais US$ 300 mil (R$ 975 mil) no bolso rubro-negro.
Em comparação com o ano passado, são 72% de aumento na premiação. Em 2015, o campeão Santa Fé, da Colômbia, faturou o total de R$ 7,5 milhões, somando a quantia de todas as fases. Além da possibilidade de pular do almejado título nacional para um internacional na sua história, o Vitória, caso vença a competição, estaria com o total de R$ 12,8 milhões em caso de título sul-americano. O campeão deste ano leva R$ 6,5 milhões só na final.
Tira-teima
Nas quatro edições da Sul-Americana que o Vitória participou, em duas teve o Coritiba pelo caminho, com uma classificação para cada lado, ambos através da disputa de pênaltis. Em 2009, no Couto Pereira, o Leão levou a melhor nas penalidades. Em 2013, foi a vez do Coxa dar o troco. Logo mais, o Vitória pode perder por um gol de diferença desde que seja a partir de 3x2. O empate também é do Leão, que venceu na Fonte Nova, por 2x1.
Treinador do Vitória na Copa Sul-Americana de 2009, o técnico Vagner Mancini tem grandes pretensões na competição. Tanto que ignora os perigos do rebaixamento no Brasileirão e vai colocar força máxima. Aliás, o que tem de melhor disponível no elenco rubro-negro.
“Vou entrar com a equipe titular. Não quer dizer que os 11 jogadores que jogaram diante do América vão estar em campo. Não tive Marinho e Kanu. O mais importante de dizer é que o Vitória sempre vai entrar com o time titular. Acontece que, às vezes, não tenho o jogador. Eu até escuto que, diante do Coritiba, o Vitória viria com o time misto na Fonte Nova. Não foi time misto. Foi o que eu tinha de melhor para aquele momento. Não será diferente agora”, assegurou Mancini, que, do time considerado titular, não terá Kanu, Willian Farias e Vander.
Por duas vezes o Vitória conseguiu avançar uma fase na Sul-Americana. Na primeira, em 2009, parou no River Plate do Uruguai, após goleada sofrida lá, por 4x1, e um empate em 1x1 no Barradão. Na última aparição, em 2014, passou pelo Sport com dois triunfos (1x0 e 2x1) e parou em seguida no Atlético Nacional. Empatou na Colômbia por 2x2 e perdeu por 1x0 no Barradão.
Não é bom lembrar coisas ruins, mas quem avisa amigo é. Das quatro edições que o Vitória disputou a Sul-Americana, em duas acabou rebaixado da Série A no final do ano, em 2010 e 2014. Dinheiro é bom, mas nem sempre compensa.
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