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Servidores técnicos de universidades estaduais param atividades

Paralisação começou nesta segunda-feira (19) e vai até a sexta-feira (23).

20/09/2016 09h25
Por: Redação Fonte: G1
Servidores técnicos de universidades estaduais param atividades

Os servidores técnicos administrativos das universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs) e do Sudoeste da Bahia (Uesb) paralisaram as atividades administrativas nesta segunda-feira (19). A paralisação segue até a sexta-feira (23).

De acordo com os sindicatos das categorias envolvidas no ato, o movimento ocorre em protesto contra a falta de reajuste no salário e no auxílio alimentação dos servidores, e por mais verbas para as instituições públicas.

O diretor do Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Uesb, Francisco Carvalho, informou ao G1 que os trabalhadores fecharam os portões da universidade e impediram a entrada de professores e alunos das 7h às 9h e das 13h às 15h desta segunda-feira. De acordo com ele, o ato será repetido todos os dias durante o período de paralisação.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Seção Uefs, Roquideia Silva, disse ao G1 que os trabalhadores fizeram panfletagem na porta da instituição nesta segunda-feira. Segundo ela, durante o ato, os portões não foram fechados e as aulas não foram interrompidas.Francisco Carvalho afirmou que a paralisação foi decidida no Fórum das Universidades Estaduais, composto por Uesb, Uefs, Uesc e Uneb, que aconteceu no último dia 12. "Nós deliberamos por interromper as atividades administrativas nas quatro universidades", disse.

Uneb e Uesc
Conforme o coordenador geral da Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau da Bahia, Everton de Oliveira, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Salvador, e na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Vitória da Conquista, a paralisação será realizada na terça-feira (20) e na quinta-feira (22).

Segundo Everton de Oliveira, nos dias previstos para a paralisação, os portões da Uneb serão fechados e não haverá aula. Os servidores se reunirão para atividades internas.

O G1 entrou em contato com o Governo do Estado para comentar a mobilização dos servidores. Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) informou que "há uma impossibilidade legal de conceder reajustes salariais neste momento em razão do Estado ter ultrapassado o limite prudencial com gastos de pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)".

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