Foi no sufoco, daqueles jogos que dão até falta de ar, mas o Bahia deu mais um importante passo rumo ao G4. Na noite desta sexta-feira (30), o tricolor venceu o Criciúma por 2x0 na Fonte Nova, chegou aos 43 pontos e subiu para a 4ª colocação na Série B. Ainda pode perder duas posições na sequência da rodada: uma com o Avaí, que recebe o Paysandu também nesta quinta-feira, e outra com o Londrina, que recebe o Oeste no sábado (01).
O torcedor que foi à Fonte Nova certamente imaginou ver um jogo disputado, com o tricolor competitivo. O pedido foi atendido, mas com uma imensa dose de emoção - não das melhores. Levanta os braços e coloca a mão na cabeça. Parece coreografia de música de axé, mas foi a “dança” que regeu a arquibancada no primeiro tempo. Muita expectativa, nenhuma comemoração. O Bahia foi superior no primeiro tempo, mas abusou dos erros na hora h. Aos 26, chegou com Hernane, que se enrolou com Raphael Silva e caiu na área. Depois foi a vez de Luiz Antonio bater de longe e ver o goleiro Luiz espalmar.
Enquanto o Criciúma não criava nenhuma chance de gol, o tricolor seguia atacando. Aos 32, a chance mais clara: Edigar Junio invadiu a área pela direita e tentou tocar para Hernane. O goleiro Luiz cortou a jogada e, no rebote, Juninho perdeu uma chance cara a cara com o gol e sem goleiro ao chutar por cima, para desespero do torcedor. No fim da primeira etapa, o Bahia chegou com perigo após cobrança de escanteio de Juninho. Por pouco, Luiz evitou o gol que parecia estar amadurecendo.
O segundo tempo começou um espelho do primeiro. Bahia atacando, Criciúma defendendo. Logo aos quatro minutos, Luiz Antonio, que estava participativo e confiante no jogo, chutou forte e de longe, mas Luiz defendeu. Um minuto depois, Allano tabelou com Hernane e tentou o chute, que saiu torto, para fora. Sem perder tempo, o técnico Guto Ferreira sacou Allano do time e apostou suas fichas em Misael. O problema talvez não fosse só jogador, mas pontaria. Isso ficou claro quando Edigar Junio jogou fora a chance de abrir o placar com mais um chute acima do gol. E o torcedor, novamente, colocava as mãos na cabeça.
No seu último lance antes de sair do jogo para a entrada de Régis, Cajá ainda mandou um chute venenoso que Luiz novamente espalmou. Guto também apostou em Victor Rangel no lugar de Hernane, que saiu vaiado. A tensão estava chegando ao fim. Faltavam só três minutos. O que dá para fazer em três minutos? Talvez você, leitor, pense imediatamente em macarrão instantâneo. Para Victor Rangel, três minutos são suficientes para entrar em campo e brocar.
A essa altura, já tinha torcedor ajoelhado, rezando, apertando o terço com as mãos, roendo unhas, comendo sem parar e até de cabeça baixa. Até que, aos 28, Moisés iniciou a jogada pela esquerda, deu para Régis, outro personagem crucial na noite, e dele para Victor Rangel chutar para o fundo das redes e soltar o grito preso na garganta.
Pouco após o gol, o Criciúma deu um susto no Bahia, mas o zagueiro Tiago apareceu para salvar quase em cima da linha e evitar o empate. No minuto seguinte, triunfo decretado. Régis tocou para Luiz Antonio que contou com o desvio no marcador e, de cobertura, aos 42, marcou o segundo do Bahia. O tricolor volta a jogar terça-feira (4) contra o Londrina, no estádio do Café, em Londrina (PR).
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