De um lado, tricolores a um ponto de garantir a presença na Série A de 2017. Do outro, rubro-negros também próximos do mesmo objetivo. O cenário dos sonhos, com a dupla Ba-Vi junta na elite do futebol nacional, está bem perto de ser confirmado. Para isso acontecer, no entanto, é preciso ter muito mais concentração e seriedade com a bola nos pés nesses momentos decisivos.
Sábado, contra o campeão Atlético Goianiense, a equipe comandada por Guto Ferreira precisa jogar com inteligência do primeiro ao último minuto, afinal, apesar de já terem garantido o acesso com antecedência, os goianos estão loucos para estragar a festa azul, vermelha e branca. Como mandante, o Atlético tem 77% de aproveitamento, com 13 vitórias, três empates e apenas duas derrotas em 18 jogos.
Se lembrarmos do primeiro turno, quando o Bahia terminou na 10ª colocação, com 25 pontos, chegar na última rodada precisando de um empate não é um negócio ruim. Naquela ocasião, por exemplo, a diferença para o então líder Vasco era de 14 pontos. Hoje, o tricolor está um a frente do alvinegro carioca.
E essa é a principal vantagem do Bahia em relação aos seus dois concorrentes. Vasco e Náutico terão uma carga psicológica muito pesada para as partidas contra Ceará e Oeste, respectivamente. Assistimos a isso recentemente em Salvador nos jogos do próprio Esquadrão, contra Sampaio Corrêa e Bragantino. A bola fica mais pesada e os adversários parecem correr dobrado. Depois de tanto sofrimento e agonia, chegou a hora do Bahia usar a cabeça.
Da mesma forma será com o Vitória. Assisti a alguns jogos do Internacional e, a cada dia, me convenço de que o Leão está à frente do rival gaúcho tanto tecnicamente, quanto psicologicamente. Na última rodada, o colorado não conseguiu sequer chegar ao gol do Corinthians com perigo. O nível de atuação péssimo, aliado ao peso de estar numa situação desesperadora em uma equipe com uma camisa tão pesada, me faz acreditar que o Vitória já pode se livrar da degola na próxima rodada. Um time como o Inter, que passou 14 jogos sem vencer e teve quatro trocas de treinadores, não merece permanecer na Série A.
Vencer o Coritiba fora de casa não é nenhum desafio de outro mundo para o Vitória, ainda mais quando o adversário já não tem pretensões no campeonato. Além disso, o momento do atacante Marinho serve de motivação para os rubro-negros. Quando a bola chega nele, algum lance de perigo é criado. Logo, a estratégia não poderá ser diferente. Nos momentos de dificuldade, os grandes jogadores costumam decidir e o camisa 7 já deu provas suficientes de que o Vitória pode confiar nele. Com três pontos de vantagem e cinco gols a mais de saldo, só enxergo o Leão na Série A do ano que vem. Vai rolar Ba-Vi!
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