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Geral Juazeiro

Família aguarda há dois anos para enterrar filha assassinada

A DPT alega que é um exame complexo e que não tem prazo para a conclusão da análise e divulgação do resultado

23/11/2016 17h55
Por: Redação Fonte: M1

Uma família do município de Juazeiro espera há dois anos para poder enterrar o corpo de uma jovem que foi assassinada mas ainda não foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade por causa do resultado do exame de DNA, que ainda não saiu. A DPT alega que é um exame complexo e que não tem prazo para a conclusão da análise e divulgação do resultado.

Arlene Costa Borges foi morta pelo cunhado, em setembro de 2014 após sair da lanchonete onde trabalhava. Quase dois meses depois, o corpo dela foi encontrado no bairro Sol Levante. Wellington da Cruz Bispo, está preso e confessou ter enforcado, estuprado, matado a marretadas e enterrado o corpo de Arlene no banheiro de uma casa em construção. O acusado justificou o crime dizendo que a esposa, irmã da vítima, era influenciada por Arlene a traí-lo.

"Eu não durmo direito, eu não durmo. Só pensando nisso, nas coisas que aconteceram com ela e ela ainda está em cima da terra. É muita dor para uma mãe", conta a mãe da vítima, Maria Borges. "Eu nunca vi uma coisa dessas, um corpo de um ser humano passar dois anos em cima da terra, sem tomar providência nenhuma", revolta-se Francisco Borges, pai da jovem.  A família conta que já procurou várias vezes a polícia, mas que nunca houve um resultado positivo; 

De acordo com a polícia técnica, o corpo que seria de Arlene Costa Borges foi encontrado em estado avançado de decomposição, o que impediu a identificação por impressões digitais. A identificação por arcada dentária também não foi possível porque Arlene não tinha um prontuário odontológico. A polícia técnica informou ainda que o único exame que pode comprovar a identidade do corpo, neste caso, é o de DNA. 

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