A mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), Adriana Ancelmo, gastou pelo menos R$ 528,8 mil com compras de vestidos, joias, mini-buggies para os filhos e reforma de um apartamento do casal. Os procuradores do Ministério Público Federal acreditam que a ex-primeira dama tentava "lavar" o dinheiro ganho pelo marido com o pagamento de propina das empreiteiras. As compras aconteceram após Cabral deixar o governo.
A diretora comercial da joalheria H. Stern, Maria Luiza Trotta, afirmou em depoimento à Polícia Federal que levava joias, anéis de brilhante e pedras preciosas, na casa de Cabral, para que o ex-governador e a advogada Adriana Ancelmo fizessem uma “seleção” da peça a ser escolhida. Segundo ela, os pagamentos eram feitos em espécie.
No depoimento, Maria Luiza, que trabalha há 34 anos na H.Stern, disse que chegou a vender joias de até R$ 100 mil a Cabral, com pagamento em dinheiro. O depoimento foi prestado em 17 de novembro, quando a PF deflagrou a Operação Calicute, que prendeu Cabral.
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