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Eleições e atraso no Brasileiro travam planejamento de 2017 no Vitória

O trabalho que está sendo feito no momento é de análise técnica de dados de jogadores do elenco atual e daqueles que estão emprestados, além de um mapeamento de possíveis contratações

05/12/2016 12h24 Atualizada há 10 anos atrás
Por: Redação Fonte: Tribuna
Eleições e atraso no Brasileiro travam planejamento de 2017 no Vitória

As eleições para o Conselho Deliberativo do Vitória, agora marcadas para 15 de dezembro, associadas à tragédia da Chapecoense, que comoveu o mundo e adiou o fim do Campeonato Brasileiro em uma semana (passou deste domingo, 4, para o domingo seguinte, 11), formaram um cenário que deve prejudicar o início de 2017 do Vitória.

Isso porque, enquanto os principais rivais já se preparam para a próxima temporada e até anunciam reforços, o planejamento do Vitória está em boa parte travado, já que não se sabe quem o dirigirá no triênio que se iniciará a partir da segunda quinzena deste mês.

“O planejamento do Vitória já está prejudicado. Neste momento, não podemos fazer contratações nem montar o elenco. Seria até uma irresponsabilidade nossa. O trabalho que está sendo feito no momento é de análise técnica de dados de jogadores do elenco atual e daqueles que estão emprestados, além de um mapeamento de possíveis contratações. No dia 16, se nosso grupo for o eleito, o trabalho terá prosseguimento. Se for outro grupo o eleito, tudo será colocado à sua disposição”, admite o vice-presidente Manoel Matos.

“Nosso planejamento inicial era, com o final do Brasileiro já neste domingo [hoje], chamar todas as chapas na segunda-feira para discutir ao menos o processo de algumas dispensas de atletas. Agora, isso ficou inviabilizado, pois o time fará uma partida importante no domingo seguinte, dia 11, data em que originalmente ocorreria a eleição, que ficou para o dia 15. Há, claro, a comoção mundial pelo ocorrido, o que deixa a todos nós muito sentidos e faz o mundo do futebol dar uma parada. Mas já há clubes se movimentando. Palmeiras, Fluminense, Vasco e Atlético-MG, por exemplo, já contrataram treinador para 2017”, completa Matos.

O Bahia, arquirrival do Vitória e adversário direto pelos título do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste, primeiros torneios que o Leão disputará em 2017, já tem contrato com sua comissão técnica até o final da próxima temporada. Além disso, possui planejamento pronto e está em processo de renovação com alguns jogadores e buscando novos reforços.

“Em nosso caso, fica um pouco complicado conversar com Argel [atual técnico] ou outro treinador sobre 2017, pois a atual gestão não sabe se estará à frente do Vitória no próximo ano”, emenda Manoel Matos.

São quatro grupos concorrentes ao pleito de 15 de dezembro. Um deles tem como candidato a presidente Ricardo David, que já disse ter um novo treinador praticamente acertado para 2017. Há duas semanas, Argel Fucks afirmou: “dificilmente eu vou permanecer no Vitória para o próximo ano”.

Sem drama

Manoel Matos, porém, explica que, apesar de prejudicado, o planejamento do Leão não está comprometido para o ano que vem. Isso fundamentado em um elenco com base já formada e no fato de o mercado estar pouco movimentado neste momento.

Do atual plantel, 21 atletas possuem contrato para 2017. Dentre eles, o destaque Marinho e os experientes Kieza e Fernando Miguel. Parte do grupo dos 17 restantes não necessariamente vai ficar. Muitos podem acabar emprestados. Por outro lado, a renovação do capitão Willian Farias já está apalavrada.

“Algumas pessoas comentaram que o adiamento das férias do nosso plantel em uma semana pode prejudicar a preparação de pré-temporada para 2017 [o Campeonato Baiano começa em 29 de janeiro. O Vitória, teoricamente, se reapresentaria só duas semanas antes; o Bahia, quatro semanas]. Porém, eu não creio que será problema. Quanto ao mercado, ele está praticamente parado. Vai entrar em ebulição só a partir do fim do Brasileiro”, considera Matos.

“Embora eu reconheça que o Vitória larga um pouco atrás, não vejo isso como uma grande dificuldade. Nosso plantel já tem uma base montada e o mercado dos grandes jogadores sempre começa pelo eixo Rio-São Paulo para depois chegar ao Nordeste. No geral, sou cético quanto ao fato de uma semana para mais ou para menos fazer tanta diferença assim”, analisa.

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