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Geral Joel Feldman

O pior já passou

Joel Feldman é empresário, secretário de Planejamento, Meio Ambiente e Trabalho e presidente da Associação Baiana de Supermercados. Escreve às segundas.

20/02/2017 13h16
Por: Redação Fonte: Joel Feldman

 

Tivemos nos últimos dois anos o pior período da economia brasileira. Experimentamos uma queda brusca até o fundo do poço, mas mesmo que ainda estejamos com um desemprego alto, um alto estoque de imóveis à venda, que ainda sobrem muito carros das fábricas em seus pátios esperando alguém para comprar, já podemos observar uma mudança de ciclo, de tendência.

A indústria paulista anunciou nesse mês a contratação de 6.500 novos empregados, contra uma queda de 15.000 postos de trabalho em janeiro de 2016. Em 2015 o dólar subiu 48% e em janeiro de 2016, valia R$ 4,02, o maior valor histórico. Hoje temos um dólar a R$ 3,08. A inflação que passava de dois dígitos a um ano atrás, hoje tem uma projeção abaixo de 5%.

Também tem contribuído a agenda de reformas implantada pelo governo federal, mexendo em setores que prejudicam a confiança do investidor e atravancam o desenvolvimento do Brasil. Uma das reformas, a trabalhista, começa a propor alterações mais alinhadas com o momento presente do que com aquelas condições em primeiro de maio de 1943, quando da implantação da CLT no país. Outras reformas importantes como a tributária e a das aposentadorias também estão na pauta do dia.

No varejo, principalmente aqui na Bahia, observa-se um movimento grande das grandes corporações e também dos pequenos e médios empresários no desenvolvimento do setor. No último ano observamos muitas inaugurações de novas lojas e reformas de lojas antigas. Há uma preocupação do setor em atualizar os conceitos nas lojas e prestar o melhor serviço aos seus clientes. Com isso, apesar da queda na renda as famílias baianas, principalmente por causas do desemprego, percebemos que as vendas estão voltando aos poucos a patamares normais.

Em 2017 teremos muito trabalho pela frente e é preciso estratégia para colher os frutos desta nova boa fase que se instalará. Trabalho, dedicação e perseverança para aproveitar todas as oportunidades que surgirão a partir do segundo semestre, que é quando os especialistas consideram que a economia começará a responder positivamente a todas as mudanças que estão sendo propostas.

Arregaçar as mangas é a ordem do dia, porque tempos melhores estão por vir.

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