Hoje, os passeios de Dona Maria Antonieta dos Santos Silva ganharam outro sentido. A idosa lê as placas de ônibus e não pega mais a condução pela cor, “Lapa, Camaçari, Salvador, eu já sei pegar sem precisar perguntar a quem está do lado”, declarou a idosa que é só orgulho para a família. “Meu neto tem um jornal e eu já posso ler tudo que ele escreve e isso é muito bom”, finalizou emocionada. Uma conquista e tanto para quem aprendeu as primeiras palavras aos 70 anos de idade.
O projeto tem um alcance social muito amplo, significativo e vem ao encontro da proposta de humanização da Secretária de Ação Social, Luciene Tavares. “É fundamental que as pessoas saibam de seus direitos e a alfabetização é o princípio de tudo. O curso oferece o mínimo de conhecimento para propiciar uma vida mais digna ao cidadão”, destacou.
Uma das idealizadoras do projeto, a professora Maria do Socorro de Queiroz é uma entusiasta da alfabetização, “ensinar a ler e escrever é dar dignidade às pessoas”, refletiu a professora, que se sente grandiosa diante das conquistas diárias das suas pupilas, “aqui, eu aprendo mais do que ensino, elas têm vontade de aprender, elas têm fome de conhecimento e isso me motiva ainda mais” contou.
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