A Justiça de Santa Catarina decidiu suspender a divulgação do documentário "O Milagre de Chapecó", que narra a história do acidente aéreo que matou 71 pessoas, ano passado, na Colômbia. Produzido pela Trailer Ltda sob comando do uruguaio Luiz Ara, o filme tem data de estreia marcada para 30 de novembro.
A Chapecoense entrou na Justiça alegando que houve divulgação do documentário sem o conhecimento ou aprovação da diretoria do clube. A Chape fez uma parceria com a empresa, mas alega que teria enviado e-mails para a produtora, sem ter recebido resposta para a produção do plano de filmagem. A ideia dos dirigentes era que o documentário tratasse da história do clube, fundado em 10 de maio de 1973, mas o trailer destaca apenas o acidente aéreo.
"Reconhece-se forte um possível descumprimento contratual", escreve o juiz Marcos Begolin em sua decisão. O magistrado determina que a produtora não faça a divulgação ou exposição do filme em qualquer meio. Em caso de descumprimento, produtora terá de pagar multa diária de R$ 50 mil.
O caso começou depois que uma das viúvas teria levado os filhos para o cinema e acabou vendo o trailer do documentário da Chapecoense. Os familiares, então, entraram em contato com o clube, que acionou a Justiça.
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