A ruptura uterina é uma condição grave, mas extremamente rara. De acordo com estimativas do Medscape, o problema acontece apenas em 0,07% das gestações, sobretudo em mães que já se submeteram a uma cesariana, o que enfraquece a parede do órgão no local dos pontos.
Em entrevista ao site Live Science, o obstetra Michael Cackovic, do Centro Médico Wexner, da Universidade Estadual de Ohio, explicou que cirurgias anteriores, como a cesariana ou, no caso de Zhang, de retirada de miomas, deixam cicatrizes que se afinam com o crescimento do órgão durante a gestação. Em alguns casos, a parede fica “tão fina que é possível ver o bebê”. E esse afinamento pode provocar a ruptura.
O médico, contudo, não acredita que um chute do bebê possa ter provocado o rompimento. O mais provável é que ele tenha se rompido naturalmente, e a perna do feto tenha saído pelo buraco criado.
— Mas certamente é possível que um chute possa ter sido o último impulso para atravessar essa camada (mais fina do útero) — comentou o obstetra.
De acordo com o Medscape, a ruptura uterina é uma condição extremamente grave, que pode resultar na perda severa de sangue e na falência de órgãos na mãe e sufocamento do feto, além dos riscos de infecções. Geralmente, os médicos têm entre 10 e 40 minutos para realizar uma cesariana de emergência antes que o bebê comece a sofrer danos.
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